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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Canal de TV mostra 50 filmes para assistir antes de morrer

TCM exibe segunda edição do ciclo a partir de segunda-feira (1).
Seleção inclui os clássicos 'O iluminado', 'O poderoso chefão' e 'Spartacus'.

Foto: Divulgação/Divulgação
Jack Nicholson no terror 'O iluminado'

Quais são os filmes que todo cinéfilo deve assistir pelo menos uma vez na vida? Inspirado nessa idéia, o canal pago TCM selecionou 50 produções consideradas obrigatórias para todos aqueles que amam a sétima arte e exibe o ciclo a partir da segunda-feira (28) até dia 25 de dezembro.
Esta é a segunda edição do especial, que retorna à TV com uma nova lista de clássicos, incluindo "O poderoso chefão", de Francis Ford Coppola, "Spartacus" e "O iluminado", ambos de Stanley Kubrick, "Juventude transviada", de Nicholas Ray, e "Os pássaros", de Alfred Hitchcock, entre outros.
A nova lista foi elaborada levando em consideração a opinião de atores, diretores, produtores e roteiristas de renome em Hollywood, além de críticos de cinema e premiações como o Oscar e o Globo de Ouro.
O canal vai levar ao ar dois filmes da seleção por dia, sempre a partir das 22h. Confira abaixo a programação lista completa com a programação.

Foto: Divulgação/Divulgação
James Dean em cena do clássico 'Juventude Transviada'

1. "O expresso de Xangai" (Shanghai Express, 1932) - Segunda (1), 22h
2. "Juventude transviada" (Rebel without a cause, 1956) - Segunda (1), 23h25
3. "Um dia de cão" (Dog day afternoon, 1975) - Terça (2), 22h
4. "Diabo a quatro" (Duck soup, 1933) - Terça (2), 0h10
5. "O show deve continuar" (All that jazz, 1979) - Quarta (3), 22h

Foto: Divulgação/Divulgação
Clint Eastwood estrela 'Perseguidor implacável'

6. "O que terá acontecido a Baby Jane?" (What ever happened to Baby Jane?, 1962) - Quarta (3), 0h10
7. "Rio vermelho" (Red river, 1948) - Quinta (4), 22h
8. "Perseguidor implacável" (Dirty Harry, 1971) - Sexta (5), 0h15
9. "O ocaso de uma lenda" (This is Spinal Tap, 1984) - Sexta (5), 22h

Foto: Divulgação/Divulgação
Cena do 'O poderoso chefão', dirigido por Francis Ford Coppola

10. "Vampiros de almas" (Invasion of the body snatchers, 1956) - Sexta (5), 23h30
11. "O barco – Inferno no mar" (Das boot, 1981) - Sábado (6), 22h
12. "O poderoso chefão" (The godfather, 1972) - Domingo (7), 0h30
13. "Os dez mandamentos" (The ten commandments, 1956) - Domingo (7), 22h
14. "Aventuras de Robin Hood" (Adventures of Robin Hood, 1938) - Segunda (8), 1h45

Foto: Divulgação/Divulgação
Dustin Hoffman estrela 'Todos os homens do presidente'

15. "Matar ou morrer" (High noon, 1952) - Segunda (8), 22h
16. "Confidências à meia-noite" (Pillow talk, 1959) - Segunda (8), 23h30
17. "Todos os homens do presidente" (All the president's men, 1976) - Terça (9), 22h
18. "Grande Hotel" (Grand Hotel, 1932) - Quarta (10), 0h25
19. "Pacto de sangue" (Double indemnity, 1944) - Quarta (10), 22h

Foto: Divulgação/Divulgação
'O enigma do outro mundo', de John Carpenter

20. "A princesa e o plebeu"(Roman holiday, 1953) - Quarta (10), 23h55
21. "O enigma do outro mundo" (The thing, 1982) - Quinta (11), 22h
22. "Amargo pesadelo" (Deliverance, 1972) - Quinta (11), 23h50
23. "Agonia e glória" (The big red one, 1980) - Sexta (12), 22h
24. "O iluminado" (The shining, 1980) - Sexta (12), 0h

Foto: Divulgação/Divulgação
'Três homens em conflito' clássico do faroeste-espaguete

25. "Três homes em conflito" (Il buono, il brutto, il cattivo, 1966) - Sábado (13), 22h
26. "Os doze condenados" (The dirty dozen, 1967) - Domingo (14), 0h50
27. "A marca da maldade" (Touch of evil, 1958) - Domingo (14), 22h
28. "Os pássaros" (The birds, 1963) - Domingo (14), 23h40
29. "A força do destino" (An officer and a gentleman, 1982) - Segunda (15), 22h

Foto: Divulgação/Divulgação
Woody Allen em 'Noivo neurótico, noiva nervosa'

30. "Noivo neurótico, noiva nervosa" (Annie Hall, 1977) - Terça (16), 0h10

31. "Meu amigo Harvey" (Harvey, 1950) - Terça (16), 22h

32. "Um dia em Nova York" (On the town, 1949) - Terça (16), 23h50

33. "A conversação" (The conversation, 1974) - Quarta (17), 22h

34. "Galante e sanguinário" (3:10 to Yuma, 1957) - Quarta (17), 23h55


Foto: Divulgação/Divulgação
'Tootsie': Dustin Hoffman vestido de mulher

35. "O terceiro homem" (The third man, 1949) - Quinta (18), 22h
36. "No calor da noite" (In the heat of the night, 1967) - Quinta (18), 23h45
37. "Tootsie" (Tootsie, 1982) - Sexta (19), 22h
38. "Se meu apartamento falasse" (The apartment, 1960) - Sábado (20), 0h
39. "Os irmãos Cara-de-Pau" (The Blues Brothers, 1980) - Sábado (20), 22h

Foto: Divulgação/Divulgação
Meryl Streep no oscarizado 'Entre dois amores'

40. "O selvagem" (The wild one, 1954) - Domingo (21), 0h15
41. "Por quem os sinos dobram" (For whom the bell tolls, 1943) - Domingo (21), 22h
42. "O sol é para todos" (To kill a mockingbird, 1962) - Segunda (22), 0h40
43. "Entre dois amores" (Out of Africa, 1985) - Segunda (22), 22h
44. "Cupido é moleque teimoso" (The awful truth, 1937) - Terça (23), 0h45

Foto: Divulgação/Divulgação
Cartaz do épico 'Spartacus', de Stanley Kubrick

45. "O planeta proibido" (Forbidden planet, 1956) - Terça (23), 22h
46. "Dr. Fantástico" (Dr. Strangelove or: How I learned to stop worrying and love the bomb, 1964) - Terça (23), 23h45
47. "A felicidade não se compra" (It's a wonderful life, 1946) - Quarta (24), 22h
48. "A roda da fortuna" (The band wagon, 1953) - Quinta (25), 0h15
49. "Spartacus" (idem, 1960) - Quinta (25), 22h

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Astro de 'X-Men' lidera lista dos homens mais sexies do ano

Australiano Hugh Jackman está no topo do ranking da revista 'People'.
Daniel Craig e ator de 'High school musical' também estão na lista.

Foto: AP
O ator australiano Hugh Jackman, eleito o homem mais sexy do ano pela revista "People".

O ator australiano Hugh Jackman, astro do filme “X-Men”, foi eleito o homem mais sexy do ano em ranking publicado pela revista “People”, nesta quarta-feira (19). O segundo colocado da lista é o britânico Daniel Craig, que interpreta o espião James Bond no filme “Quantum of solace”.
Jackman está no elenco do filme “Australia”, ao lado de Nicole Kidman. Em entrevista à publicação, a atriz justifica a escolha do colega como o mais sensual. “Quando ele chega em algum lugar deixa as mulheres de queixo caído, gaguejando: ‘Oh, meu Deus! Oh, meu Deus!”.
Como "homem mais sexy do mundo", o ator passará a fazer parte de um grupo seleto de galãs que inclui Brad Pitt, George Clooney, Matthew McConaughey e Matt Damon. Elizabeth Sporkin, editora da "People" explica que Jackman é diferente dos outros.
"Brad é inatingivelmente sexy, George é inteligente-cortês, Matt é sexy do jeito do garoto da casa ao lado, mas o sex appeal de Hugh se deve ao fato de ele ser viril, ter um sotaque lindo e ser muito físico", disse Sporkin.
O ator de 40 anos é casado há 12 com Deborra-Lee Furness. O casal tem dois filhos: Oscar, de 8, e Ava, de 3.
Orgulhosa, Furness reconhece que o marido tem um corpo perfeito, mas diz que são outros atributos que o fazem sexy. “Ele é um romântico, que gosta de músicas de amor e se diverte fazendo panquecas para os nossos filhos”, revela.
A ranking dos mais sexies inclui ainda os musos teens Zac Efron e Ed Westwick, das séries “High school musical”e “Gossip girls”, os atores Javier Bardem e Joshua Jackson, o jogador David Beckham, além do campeão olímpico Michael Phelps.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Novo filme de Guel Arraes tem pré-estréia na Mostra de SP

'Romance' é protagonizado por Wagner Moura e Letícia Sabatella.
Longa será exibido entre os dias 22 e 25 de outubro na Mostra.


“Romance”, novo filme do diretor Guel Arraes, é um dos destaques da produção nacional desta primeira semana da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que teve início na sexta-feira (17).
O filme, protagonizado por Wagner Moura e Letícia Sabatella, conta a história de um casal de atores que se apaixona enquanto trabalha na encenação de “Tristão e Isolda”. E se vê com problemas diante da rotina exaustiva e também do sucesso dela, que ganha fama ao fazer televisão.
Os bastidores do espetáculo teatral e da TV também serviram de inspiração para o cineasta. “[O filme] fala de arte, fala de indústria, mas o tema principal é o amor. Eles falam o tempo todo da história do amor. Eles estão discutindo em cena, a montagem de uma história de amor, e estão vivendo uma história de amor.”
O longa, que conta ainda com Andréa Beltrão, Vladimir Brichta, Pedro Cardoso, José Wilker e Marco Nanini no elenco, tem estréia prevista para o dia 14 de novembro. Antes disso, será exibido entre os dias 22 e 25 de outubro na Mostra.
Arraes, que assinou “O auto da compadecida” e “Lisbela e o prisioneiro”, entre outros, acredita que os espectadores vão se surpreender com “Romance”. “Eu acho ele bem diferente. É um filme mais adulto, de temática mais madura. Os outros que eu fiz não eram especificamente infantis, mas eram para a família toda”, afirma.
A temática mais madura citada pelo cineasta inclui sua primeira cena de nu em um filme. Para o ator, a filmagem de uma seqüência de nudez ou sexo pode ser tão complicada quanto gravar uma batalha épica com 30 mil figurantes. "Eu nunca tinha feito nem nu, nem nu parcial, nem sexo", contou Guel Arraes . "Para mim, existem dois tipos de cena dificílimas de fazer: as de sexo e as de batalhas."

Foto: Divulgação
Wagmer Moura e Letícia Sabatella em cena de ''Romance''.

O tema volta à discussão dias depois de o ator Pedro Cardoso ter feito um discurso contrário a cenas de nu no cinema brasileiro, durante o Festival do Rio. O diretor evitou fazer polêmica sobre as declarações do ator. “Concordo em parte, [mas] acho que ele exagera um pouco. Às vezes você pode ficar com uma sensação de que toda cena de nu é feia. Pode ser extremamente bonita. Não pode ficar essa sensação de pudor.”
Apesar de discordar de alguns pontos, Guel Arraes concorda, no entanto, que o sexo pode estar sendo banalizado no cinema. “Muitas vezes se coloca o nu para esconder a falta de idéias. Quando o nu tem que ter uma idéia ao quadrado”, diz ele. “Ao fazer uma cena de sexo ou nudez, você tem a obrigação de fazer alguma coisa que não seja um clichê.”
“Você pode fazer uma cena de caminhada na rua meio banalmente. Mas quando você expõe um ator e uma atriz, você tem que, no mínimo, dar uma dignidade para aquilo. Porque a gente sabe que a nudez na nossa sociedade tem um significado especial”, diz o diretor. “Tem muita cena ‘matada’, mal feita, mal aplicada, mal encaixada, mal escrita, mal montada - e isso com o nu se torna pior”, critica.
Para o diretor, fazer uma cena de nu “não é igual fazer uma cena de um casal comendo num restaurante”. “Você tem que passar alguma mensagem”, afirma.

domingo, 19 de outubro de 2008

'Loki' passa a limpo a história de Arnaldo Baptista, criador dos Mutantes


Documentário está em cartaz na 32ª Mostra de Cinema de SP.Filme de Paulo Henrique Fontenelle reúne registros históricos.
Um risco feito a lápis numa enorme folha em branco dá início a uma viagem psicodélica pela vida e obra de um dos artistas mais criativos que a música brasileira já teve. Gênio precoce, Arnaldo Baptista criou a banda Os Mutantes antes mesmo de alcançar a maioridade. Viveu o auge do LSD, foi mal-interpretado, passou por crises, internado em hospitais psiquiátricos. Da última vez que passou por um deles, caiu da janela do quarto andar. Depois do incidente, isolou-se em um sítio em Minas Gerais, onde vive até hoje na companhia da terceira mulher.
Entre tintas e pincéis, imagens e histórias se costuram no filme "Loki", primeira produção do Canal Brasil, que estreou sexta (17) na programação da 32ª Mostra de Cinema de São Paulo e será exibido em mais duas sessões neste domingo (19).
Dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, o documentário reúne imagens históricas, depoimentos de músicos, produtores, familiares e amigos, enquanto o próprio retratado pinta um quadro – atividade que vem exercendo desde que se mudou de São Paulo nos anos 80.
Da época em que formou o grupo The Thunders com os amigos de colégio – que deu origem aos Mutantes ao se cruzar com as Teenage Singers, do qual Rita Lee fazia parte – até o retorno da banda 33 anos depois, em um show em homenagem à tropicália no Barbican, em Londres, com Zélia Duncan nos vocais, o filme passa a limpo a trajetória de Arnaldo Baptista e mostra sua importância definitiva às novas gerações.
Os arranjos e composições criados pelo músico quebraram todos os paradigmas da produção nacional dos anos 60, alçando os Mutantes ao posto de revolucionários. "Ao mesmo tempo, eles tinham uma coisa de criança", conta Roberto Menescal. "Era uma molecada, você tinha de ficar de olho." Tom Zé, Lobão e Rogério Duprat também estão entre os entrevistados. "A cabeça dos Mutantes era Arnaldo Baptista", sentencia o maestro tropicalista.
O próprio Sérgio Dias, irmão do músico, recapitula: "A gente entrou num labirinto sem uma cordinha para amarrar atrás."
Com raras imagens de arquivo, o filme emociona ao mostrar Arnaldo, Sérgio e Rita em momentos como o Festival da Record em 1967, quando tocaram com Gilberto Gil. Mas, muito mais do que uma reverência aos Mutantes, o documentário registra o depoimento apaixonado de Baptista ao falar de diversos assuntos – como a sensação que teve quando ouviu Elvis Presley pela primeira vez, do alto de uma roda gigante – sem perder o ritmo, fazer julgamentos morais ou tomar posição diante de questões que parecem não ter resposta, como o real motivo da saída de Rita Lee, que não quis falar sobre o assunto para o filme

sábado, 18 de outubro de 2008

Máfias dominam a Mostra de SP neste final de semana

Clássico 'O poderoso chefão' ganha a tela grande com cópia restaurada.'Gomorra' e 'Il Divo' mostram como operam as máfias nos tempos de hoje.
As máfias tomam conta da 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo neste final de semana. O clássico “O poderoso chefão”, de Francis Ford Coppola, se une aos novos filmes italianos “Gomorra” e “Il divo” para, cada um a seu modo, revelar os bastidores das operações organizações criminosas. Já na comédia “O pequeno chefão grego” – com exibição na próxima quinta – o futuro porém já politicamente influente “padrinho” tem apenas 11 anos de idade.
A chance de ver - ou rever - Don Vito Corleone (Marlon Brando) no cinema é rara e promete ser disputada, com apenas duas sessões, ambas no CineSesc: sábado (18), às 21h, e domingo (19), às 17h20.
A cópia restaurada de “O poderoso chefão” realça cores e texturas de um dos trabalhos mais singulares da cinematografia em todos os tempos, assinado pelo fotógrafo Gordon Willis. Em uma pesquisa recente da revista “Empire”, o filme foi colocado no topo de uma lista dos cem melhores da história do cinema mundial.
Lançado em 1972, “O poderoso chefão” tem início com uma grande festa de casamento, barulhenta, com dança, música e muita comida -como manda a tradição italiana. Vito Corleone não é apenas o patriarca dessa família mas o líder da máfia que domina Nova York. Seu filho Michael (Al Pacino, ainda com 30 e poucos anos), recém-chegado da guerra, deixa claro que não pretende seguir os passos do pai.
Mas os tempos mudaram e a máfia - representada por várias famílias - começa a vislumbrar outras formas de ganhar dinheiro, como o tráfico de drogas. Don Vito não concorda e usa de sua influência para barrar o novo negócio - o que detona uma guerra entre famílias, expõe os Corleone ao perigo e faz com que Michael tenha de mergulhar num mundo que ele sempre rejeitou.
Além de Brando e Al Pacino, “O poderoso chefão” reúne outros nomes de peso de Hollywood, como Diane Keaton, Richard S. Castellano e Robert Duvall.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Diretor chinês vai estrear longa-metragem no YouTube

'The princess of Nebraska' será lançado diretamente na rede.Cultura de download legal é mais comum no universo da música.
O diretor chinês residente nos EUA Wayne Wang vai estrear, nesta sexta (17), seu longa-metragem “The princess of Nebraska” direto no YouTube.

O filme estará disponível no YouTube Screening Room, um canal lançado recentemente para produções cinematográficas. Wang, que nasceu em Hong Kong em 1949, já fez filmes por grandes estúdios - como “The joy luck club”, de 1993 – e independentes – a exemplo de “Smoke”, de 1995.
Ele se destaca por ser um dos primeiros cineastas a dar de graça um filme na internet. Enquanto essa se tornou uma prática padrão na música, os filmes geralmente ficam disponíveis online de maneira ilegal. No mês passado, Michael Moore lançou o documentário “Slacker uprising” para streaming ou download gratuito. Iniciativas como essa abrem caminho para que diretores de longas-metragens se aventurem mais profundamente pela rede.
“Foi acidental, mas às vezes acidentes são bons”, diz Wang, por telefone de Cingapura, onde está divulgando “The princess of Nebraska”. O filme é um complemento de “A thousand years of good prayers”, que foi lançado nos cinemas de arte em setembro. Os dois são baseados nas histórias da escritora chinesa Yiyun Li.


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Bento XVI verá filme sobre João Paulo II em pré-estréia

'Testemunho' foi baseado no livro 'Uma vida com Karol'.
Longa mistura documentos e cenas da vida íntima de João Paulo.

Foto: Reuters
Papa Bento XVI verá novo filme no Vaticano

O Papa Bento XVI vai assistir na quinta-feira (16), no Vaticano, a exibição em pré-estréia do filme "Testemunho", um longa-metragem sobre João Paulo II baseado no livro "Uma vida com Karol", do secretário particular do Papa polonês, Stanislaw Dziwisz.
O filme, co-produzido pelo Vaticano e narrado pelo ator britânico Michael York, mistura documentos de época e cenas da vida íntima de João Paulo, como relatava o cardeal Dziwisz, que viveu por mais de 40 anos ao lado do Papa, antes e depois de ele virar chefe espiritual da Igreja católica.
Assim, o Vaticano, pela primeira vez na história, abre suas portas a câmeras estrangeiras e a um ator hollywoodiano. Segundo um prelado que viu o filme em projeção privada no Vaticano nesta terça-feira (14), o ex-secretário de João Paulo II revela um detalhe ainda desconhecido da tentativa de assassinato da qual foi objeto no santuário de Fátima (Portugal) em 13 de maio de 1982.
O cardeal Dziwisz conta que o sacerdote fundamentalista espanhol Juan Fernandez Khron, que havia tentado matar o Papa com arma branca, conseguiu tocá-lo levemente, informou o autor do livro à agência de notícias AFP. Este ferimento não chegou a ser divulgado na época. Khron foi condenado a seis anos e meio de prisão.
O filme apresentado como um "documentário dramatizado" foi rodado em vários locais que marcaram a vida de João Paulo II, principalmente na Cracóvia e na sua cidade natal de Wadowice na Polônia.
"Testemunho" servirá "para não nos esquecermos de João Paulo II (...) que foi um pai para mim" declarou o cardeal Dziwisz, atual arcebispo de Cracóvia, durante entrevista à imprensa nesta quarta-feira no Vaticano. Seu livro, publicado em 2007 e traduzido em várias línguas, já vendeu mais de um milhão de exemplares na Polônia.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

'Bambi' lidera lista dos filmes que mais fazem chorar

'Ghost' e 'O rei leão' também integram seleção dos 'campeões de lágrimas'.
Pesquisa foi publicada pelo jornal britânico 'Daily Mail'.

Foto: Divulgação
Cena da animação 'Bambi', da Disney

O desenho animado em longa-metragem "Bambi", da Disney, foi eleito pelo jornal britânico "Daily Mail" como o primeiro de uma lista de dez filmes que mais levam o espectador às lágrimas.
O filme de 1942 ficou a frente de produções como "Ghost - Do outro lado da vida", colocada em segundo lugar, "O rei leão", em terceiro, e "E.T.", em quarto.
A cena considerada mais triste em "Bambi" é a passagem em que a mãe do jovem veado é baleada por caçadores.

A pesquisa foi feita pela empresa Pearl and Dean para o "Daily Mail". Cerca de 3.000 internautas participaram.

Confira a seguir a lista dos 10 filmes que mais fazem chorar:
1. "Bambi" (1942)
2. "Ghost - Do outro lado da vida" (1990)
3. "O rei leão" (1994)
4. "E.T. - o extraterrestre" (1982)
5. "Titanic" (1997)
6. "Amigas para sempre" (1998)
7. "Philadelphia" (1993)
8. "Uma grande aventura" (1978)
9. "Meninos não choram" (1999)
10. "Flores de aço" (1989)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

'Zé do Caixão' vence festival de filmes de terror na Espanha

'Encarnação do demônio' foi destaque no Festival de Cinema de Sitges.
Filme encerra a triologia do personagem do cineasta José Mojica Marins.

Foto: Divulgação
Cena do filme "Encarnação do demônio".

“Encarnação do demônio”, filme do diretor José Mojica Marins, foi o vencedor do Festival de Cinema de Sitges, na Espanha. A mostra, que acontece há 40 anos, é dedicada aos filmes de terror e uma das mais prestigiadas do gênero.
A produção nacional foi exibida nos dias 4 e 5 de outubro na sessão Midnight X-Treme.
"Encarnação do demônio" encerra a trilogia do personagem Zé do Caixão. O longa já recebeu alguns prêmios desde a sua estréia em agosto deste ano.
O filme foi destaque no Festival de Cinema de Paulínia, onde venceu sete categorias: melhor filme de ficção, fotografia, montagem, edição de som, direção de arte, trilha sonora e melhor longa, segundo os críticos.

“Encarnação do demônio” também foi exibido no Festival de Veneza, mas fora da mostra competitiva.
O filme é a última parte da trilogia do coveiro maquiavélico interpretado por Mojica, após um hiato de quatro décadas. Os dois primeiros filmes da série são “À meia-noite levarei sua alma”, de 1964, e “Esta noite encarnarei no teu cadáver”, de 1967.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Crítica: 'A guerra dos Rocha' recicla personagens famosos da TV

Longa-metragem chega aos cinemas neste fim de semana.
Terceiro filme dirigido por Jorge Fernando é uma comédia escrachada.
Talvez numa tentativa de provocar identificação imediata com o público, "A guerra dos Rocha", que estreou sexta-feira (10) nos cinemas, resgata personagens conhecidos da televisão e os transpõe para o longa-metragem.

Indisponivel/Indisponivel
Na trama, o ator Ary Fontoura encarna a matriarca Rocha.

O vagabundo interpretado por Lucio Mauro Filho em "A grande família" virou Marcelo, um despreocupado e descompromissado compositor, que vive com problemas financeiros. A personagem de Ludmila Dayer em "Senhora do destino" em muito lembra a Paola vivida agora pela atriz no filme.
E até o casal-problema Marcello Antony e Giulia Gam, eternizado em "Mulheres apaixonadas", ganhou uma segunda chance.
O terceiro filme dirigido por Jorge Fernando é uma comédia escrachada que mostra as desventuras de Dona Dina (Ary Fontoura), uma senhora de mais de 80 anos que cria problemas por onde passa e, por isso, acaba não sendo mais querida na casa de nenhum de seus três filhos -Marcos Vinicius (Diogo Vilela), César (Marcello Antony) e Marcelo (Lucio Mauro Filho).

domingo, 12 de outubro de 2008

Diretor de 'Tropa de elite' estréia novo filme na Mostra de SP

Documentário 'Garapa', de José Padilha, é destaque na programação.
Benício del Toro e Win Wenders são convidados internacionais do evento.

Foto: Divulgação
"Terra vermelha" é o filme de abertura da Mostra.

O diretor José Padilha, de “Tropa de elite”, vai estrear “Garapa”, seu mais novo documentário, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que acontece entre os dias 17 e 30 de outubro. Em sua 32ª edição, o festival vai reunir 453 filmes de 75 países e terá entre os convidados o cineasta alemão Win Wenders e o ator porto-riquenho Benício Del Toro.
“Garapa” aborda o problema mundial da fome e da miséria e é o segundo documentário de Padilha, que já dirigiu “Ônibus 174”. Após a première, o cineasta participará de um debate.

Foto: Divulgação
Cena de "Garapa", de José Padilha.

Quem também estará na mesa de discussões é Win Wenders, que exibirá seu longa mais recente, “Palermo shooting”. O diretor também fez a programação da sessão “Carta branca”, parte da Mostra na qual um convidado escolhe os filmes que serão exibidos.
Em sua seleção de 15 produções, o alemão privilegiou novos diretores, como a canadense Sarah Polley, com “Away from her”, e o francês Robinson Savary, com “Bye bye blackbird”.
Wenders, no entanto, não esqueceu os clássicos: “A sereia do Mississipi” (1969), de François Truffaut, está entre seus escolhidos.
Destaque no Festival de Veneza, “Terra vermelha”, do italiano Marco Bechis, vai abrir a Mostra. O filme, que aborda a questão indígena, é uma co-produção Brasil-Itália e traz no elenco Matheus Natchergaele e Leonardo Medeiros.

Foto: Divulgação
Benício Del Toro vem lançar "Che" na mostra.

“Che”, de Steven Soderbergh, vai encerrar a mostra no dia 30. A première contará com a presença do protagonista da trama, Benício Del Toro, premiado no Festival de Cannes por sua atuação como o revolucionário Ernesto “Che” Guevara.
A venda de ingressos para o evento começaram neste sábado (11). Entradas individuais custam R$ 14 (segunda a quinta) e R$ 18 (sextas, sábados e domingos) e só podem ser adquiridas quatro dias antes da sessão. Pacotes custam de R$ 76,50 a R$ 390.
Os bilhetes podem ser adquiridos pelo site www.ingresso.com, e na Central da Mostra (avenida Paulista, 2.073), ou então no mesmo dia nas bilheterias dos cinemas.
A programação completa da Mostra será divulgada na próxima segunda-feira (13).

sábado, 11 de outubro de 2008

Confira as estréias de 10/10/2008

Comédia nacional 'A guerra dos Rocha' é destaque.
Veja detalhes, curiosidades e vídeos dos filmes em cartaz.
Seis longas-metragens chegam aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (10).

O destaque fica por conta da produção brasileira "A guerra dos Rocha", dirigida por Jorge Fernando, e da comédia"A casa das coelhinhas", produzida por Adam Sandler.
Também estréiam o suspense "As duas faces da lei", com Robert De Niro e Al Pacino, o romance "Fatal", com Penélope Cruz, a animação "Os mosconautas no mundo da lua" e o drama histórico

A GUERRA DOS ROCHA

(idem)

Brasil, 2008

Comédia besteirol

Diretor: Jorge Fernando

Elenco: Ary Fontoura, Nicete Bruno, Taís Araújo, Lúcio Mauro Filho.

Sinopse: Três filhos vivem brigando para decidir quem vai cuidar da mãe. Até o dia em que ela desaparece.

Fique por dentro: Jorge Fernando também dirigiu "Sexo, amor e traição"




A CASA DAS COELHINHAS

(The house bunny)

EUA, 2008

Comédia

Diretor: Fred Wolf

Elenco: Anna Faris, Katharine McPhee.

Sinopse: Coelhinha da "Playboy" muda de vida depois que é expulsa da mansão da revista.

Fique por dentro: Produzido por Adam Sandler




sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Festival do Rio consagra 'Se nada mais der certo' e 'A festa da menina morta'

Longa de José Eduardo Belmonte leva principal prêmio da noite.
Matheus Nachtergaele recebe troféu de melhor diretor.


A premiação do Festival do Rio, ocorrida na noite desta quinta-feira (9), no cinema Odeon, consagrou os filmes "Se nada mais der certo", de José Eduardo Belmonte, e "A festa da menina morta".
"Se nada mais der certo" levou o principal prêmio da noite, o troféu Redentor de melhor longa de ficção, e o de melhor atriz, para Caroline Abras. O elenco da produção também conta com Cauã Reymond e Luiza Mariani.
Matheus Nachtergaele recebeu o troféu de melhor diretor por "A festa da menina morta", que também rendeu o prêmio de melhor ator a Daniel de Oliveira.
A cerimônia, apresentada pelos atores Leandra Leal e Murilo Rosa, também teve uma grande surpresa: o filme "Apenas o fim", dirigido pelo novato Matheus Souza e produzido por estudantes universitários, venceu o prêmio do público de melhor longa de ficção.

Foto: Felipe Panfili/G1
Elenco e equipe de "Se nada mais der certo" comemora prêmio

"Isso é surreal, fizemos esse filme com uma rifa de uísque", contou Matheus Souza ao palco. "Apenas o fim", que traz Érika Mader no elenco, também recebeu uma menção honrosa do júri do festival.
A premiação, que marca o fim do Festival do Rio, contou com a presença de muitos astros, como Camila Pitanga, Malu Mader, Cauã Reymond, Grazi Massafera, Luiza Mariani, Bárbara Borges, Leona Cavalli, Marcio Killing, Giselle Itiê, Marieta Severo, Ricardo Pereira e outros, além dos músicos do Titãs Tony Bellotto e Branco Mello.


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Crítica: Novo filme de Brian De Palma traz visão impactante da Guerra do Iraque

'Guerra sem cortes' está na programação do Festival do Rio.
Premiada em Veneza, produção mistura ficção e imagens reais.

Em cartaz no Festival do Rio, “Guerra sem cortes” (Redacted), novo filme de Brian De Palma, é um tapa na cara, uma overdose de verdade, dolorosa e impactante, sobre a Guerra do Iraque.


Foto: Divulgação/Divulgação

No longa-metragem, premiado com o Leão de Prata, De Palma transforma seu protesto pelo fim do conflito em um rico panorama visual, com um pé na ficção, outro no documentário e ambos na tecnologia digital.
O diretor usa a ficção e cria personagens para contar fatos reais, mas opta por uma linguagem documental, que reproduz vídeos caseiros, imagens de internet e reportagens. Justapostas, as cenas dão conta dos diversos lados do conflito: soldados, população local e imprensa. A soma resulta em um quadro pessimista, em que o sofrimento é o único denominador comum.

Foto: Divulgação/Divulgação

O fio condutor da trama é um grupo de soldados americanos que serve em um posto de controle no Iraque. O dia-a-dia deles é mostrado pelas lentes da câmera amadora de um dos soldados, o latino Angel Salazar (Izzy Diaz). Ele planeja usar as imagens para produzir um filme e ingressar na faculdade de cinema. Seria um belo plano, não fosse pelos acontecimentos que vêm à frente, uma sucessão de atos violentos, alimentados por ódio e vingança.
Aqui, De Palma revisita o tema de um de seus filmes anteriores, “Pecados de guerra”, de 1989, em que Michael J. Fox vive um soldado excluído de seu esquadrão por se negar a participar do estupro de uma garota durante a Guerra do Vietnã.
A diferença é que, desta vez, o cineasta leva o público para o centro do conflito, extraindo sua crítica diretamente de imagens chocantes e hiper-realistas, que fazem o espectador quase sentir o cheiro do sangue e da poeira.
Muitas cenas - principalmente no último terço do longa-metragem - são difíceis de olhar. Mas “Guerra sem cortes” é, acima de tudo, um filme necessário.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Ator de 'Harry Potter' diz que gostaria de fazer uma drag queen

Daniel Radcliffe disse que é 'desculpa para usar maquiagem no olho'.
Ele irá estrear sua peça "Equus" na Broadway no final deste mês.

Foto: Reuters
Daniel Radcliffe, o ator de "Harry Potter", disse em uma entrevista que gostaria de interpretar uma drag queen futuramente nas telas.
"Eu acho que uma parte de mim adoraria fazer uma drag queen", disse o ator britânico de 19 anos, que é capa da revista "Details", "apenas porque seria uma desculpa para usar maquiagem no olho".
Ele também contou que celebrou seus 16 anos, maioridade no Reino Unido, com uma mulher mais velha. Radcliffe afirma que a diferença "não era ridícula", mas iria deixar algumas pessoas loucas".
No final do mês, o ator se apresenta na Broadway com a nova versão da peça "Equus", onde protagoniza uma cena de nu frontal. Sua performance foi muito elogiada pelos críticos durante a temporada em Londres.
Radcliffe afirmou também que não sofreu de "angústia juvenil" por causa do sucesso gigantesco da franquia "Harry Potter". "Na maior parte do tempo eu sou feliz", disse. "E nos dias em que estava infeliz, não foi nada a ver com Harry Potter. Apenas o normal, coisas chatas da adolescência. Inseguranças, espinhas - o normal."

sábado, 30 de agosto de 2008

Novo filme de Zé do Caixão empolga público do Festival de Veneza

José Mojica Marins exibiu "Encarnação do demônio" nesta sexta-feira (29).
"Tudo o que compreende terror está neste filme", diz diretor em entrevista.

José Mojica Marins retorna, após 40 anos, com seu personagem Zé do Caixão, que, com suas unhas de dez centímetros, empolgou o público nesta sexta-feira (29) no Festival de Cinema de Veneza com a exibição de seu mais novo filme, "Encarnação do demônio".
Com 72 anos, Zé do Caixão, diretor e ator do filme, não encontra inconveniente em voltar às suas raízes e exibe cenas de mulheres nuas, órgãos genitais devorados e nádegas esquartejadas.
"Dei tudo de mim. Pus torturas, insetos. Não há computadores, trabalhamos com três mil escaravelhos. Tudo o que compreende terror está neste filme", explicou Zé do Caixão hoje em entrevista coletiva, em Veneza.
"Devíamos ao público as melhores cenas, a melhor música, a melhor iluminação. Pôr todos os recursos aos seus pés", ressaltou.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

‘Os desafinados’ é retrato doce da bossa nova

Filme que estréia nesta sexta mostra amigos que sonham em cantar em NY.
No elenco, Santoro, Jair de Oliveira, Ângelo Paes Leme e André Moraes.
O romantismo dos anos 60 embala a bossa nova em “Os desafinados”, filme de Walter Lima Jr., que estréia nesta sexta-feira (29) nos cinemas. Rodrigo Santoro, Jair de Oliveira, Ângelo Paes Leme e André Moraes interpretam quatro amigos que têm um sonho: tocar no Carnegie Hall.

Foto: Divulgação
Motivados pelo “american dream”, eles juntam o pouco dinheiro que possuem, largam tudo e embarcam para os Estados Unidos, dispostos a conseguir um lugar ao sol. Junto deles vai o amigo Dico (Selton Mello), que sonha em se tornar cineasta e registra em filme cada momento importante da saga dos músicos.
Nova York não traz ao grupo o tão sonhado sucesso, mas muitas mudanças surgiram em suas vidas. Joaquim (Santoro), que conseguiu viajar graças ao dinheiro emprestado por sua mulher grávida (Alessandra Negrini), se apaixona perdidamente por Glória (Claudia Abreu). Cantora, ela acaba não apenas alojando o músico e seus amigos em seu apartamento, como também assumindo os vocais do grupo.


Até que Joaquim, sentindo-se culpado, decide voltar para os braços da mulher e de sua filha, prestes a nascer. Mas as coisas no Brasil não são mais como antes. A ditadura se instaurou e todas as manifestações de arte ficaram sob as garras da censura. É quando o romantismo da bossa nova cai por terra, para dar lugar à dureza.
Para participar do filme, Santoro teve aulas de piano por mais de um mês, e aprendeu a tocar todo o repertório apresentado no longa. Em cena. O ator toca também gaita e violão, além de cantarolar. ““Piano é um instrumento complexo, mas foi muito rico para mim poder aprender. Depois das aulas, a banda começou a ensaiar junta, fazíamos jam sessions no estúdio. Foi uma troca sensacional”, conta o ator.
O entrosamento entre os atores/músicos foi tão grande que, a partir de setembro, o grupo “Os desafinados” saírá em turnê –mas sem Santoro. A cantora Branca Lima fará os vocais interpretados no filme por Cláudia Abreu.
A idéia é que a banda passe pelas principais casas de show do país a partir de setembro, com um repertório formado basicamente por sucessos da bossa nova e releituras de clássicos de Jair Rodrigues e Jorge Ben Jor, entre outros.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Documentário sobre Valentino é aplaudido de pé em Veneza

'Valentino: The last emperor' narra a vida do célebre estilista italiano.
Filme tem tons comoventes e irônicos, que mostram os bastidores do ateliê.

Foto: Reprodução
Aplausos de pé e até mesmo lágrimas de emoção acompanharam nesta quinta-feira (28) a projeção do esperado documentário "Valentino: The last emperor", dirigido pelo norte-americano Matt Tyrnauer, que narra a vida do célebre estilista italiano Valentino.
A sala de projeção, lotada de jornalistas e convidados especiais, contou com a ilustre presença do próprio Valentino, que chegou ao local acompanhado da top model Eva Herzigova.
O filme, em exibição especial da seção Horizontes da 65ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, será projetado novamente nesta noite, em um evento de gala no Teatro La Fenice, e festejado depois com uma grande festa no museu Collezione Peggy Guggenheim.
Com tons comoventes e irônicos, o documentário reconstitui toda a carreira do estilista, revelando seu trabalho dentro do ateliê e as dificuldades após a compra de parte da Valentino Fashion Group pelo fundo de investimentos Permira.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Depois de vencer o Oscar, irmãos Coen lançam novo filme em Veneza

'Burn after reading' abre Festival de Veneza nesta quarta-feira (27).
Comédia de humor negro traz Brad Pitt, George Clooney e John Malkovich.

Divulgação
Depois de saírem vencedores da última edição do Oscar, os irmãos Ethan e Joel Coen atraíram olhares atentos de cinéfilos do mundo inteiro. Com “Onde os fracos não têm vez”, a dupla de cineastas faturou quatro prêmios da Academia, incluindo melhor filme e direção.
Agora, seis meses depois, os Coen enfrentam um novo desafio, o lançamento seu novo longa-metragem, “Burn after reading”, sob o peso da responsabilidade daquelas quatro estatuetas douradas que hoje ostentam em suas prateleiras.
A estréia do novo trabalho não poderia ser mais especial: “Burn after reading” abre nesta quarta-feira (27) o Festival de Veneza, um dos mais prestigiados eventos do calendário do cinema mundial e um sabido termômetro do Oscar.
Para completar, a sessão de gala promete atrair holofotes com a presença de seu elenco principal, composto pelos astros Brad Pitt, George Clooney e John Malkovich.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Estúdio de 'Harry Potter' processa indianos que fizeram filme 'Hari Puttar'

Para Warner, título é demasiadamente parecido com o da famosa franquia.
Produtores indianos negam qualquer semelhança.
Foto: Reprodução
Os estúdios Warner, responsáveis pelo lançamento da versão cinematográfica da série "Harry Potter", abriram um processo contra os produtores indianos de um filme intitulado "Hari Puttar - A comedy of terrors". Eles alegam que a produção tem um título demasiadamente parecido com o da franquia multimilionária.
"Hari Puttar" ainda não estreou nos cinemas indianos - o filme está marcado para entrar em cartaz no dia 12 de setembro.
Hari é um nome bastante popular na Índia e Puttar significa "filho" no idioma punjabi, um dos mais falados no país.
Segundo o site Hollywood Reporter, Munish Purii, da produtora Mirchi Movies, disse que o nome do filme foi registrado em 2005 e lamentou o processo judicial aberto pela Warner. "Em minha opinião, nosso título não tem nenhuma semelhança com 'Harry Potter'".

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Filme de Santoro representa o Brasil em festival de cinema na Espanha

'Leonera', dirigido pelo argentino Pablo Trapero, disputa Festival de San Sebastián.
Evento reúne as melhores e mais renovadoras criações do cinema latino-americano.
Foto: Divulgação
Os filmes "Tony Manero", de produção chilena-brasileira e dirigido por Pablo Larraín, e "Leonera", de Argentina-Brasil-Coréia do Sul, de Pablo Trapero -com Rodrigo Santoro no elenco- serão os representantes brasileiros que concorrerão na seção "Horizontes Latinos" do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, na Espanha.
No evento são reunidas as melhores e mais renovadoras criações do cinema latino-americano do último ano.
Os responsáveis pelo festival, que será realizado de 18 a 27 de setembro, anunciaram na quarta-feira (20) os 14 filmes que concorrerão ao prêmio; outros dois longas-metragens fora de concurso também se somarão a eles.
São filmes produzidos na América Latina, dirigidos por cineastas de origem latina ou que se inspiraram em comunidades latinas do mundo, e as regras do festival impedem que os mesmos tenham sido apresentados em outro evento do gênero na Espanha.
Uma produção germano-holandesa, que é a nova obra da diretora Heddy Honigmann, de "Forever" (2006), inaugurará a seção com uma história sobre uma cidade esquecida, Lima, na qual algumas crianças sobrevivem descobrindo a arte da vida nas ruas.
Em "Horizontes Latinos" se apresentarão também filmes premiados recentemente em festivais internacionais como o mexicano "Parque vía", de Enrique Rivero, que na semana passada ganhou o Leopardo de Ouro, no Festival de Locarno (Suíça).
O Festival Internacional de Cinema de San Sebastián foi criado em 1953 como uma semana internacional de cinema, mas passou a entregar prêmios oficiais em suas categorias mais importantes em 1955.

Ministério da Cultura abre inscrições para brasileiros candidatos ao Oscar

Prazo para interessados em disputar a indicação brasileira vai até 8 de setembro.
Uma comissão escolherá o representante do Brasil; resultado sai em 16 de setembro.
AFP
A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura abriu, nesta quinta-feira (21), as inscrições para os filmes interessados em disputar uma vaga para a indicação brasileira ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009. O prazo vai até 8 de setembro.
Para entrar na seleção, os longas devem ter sido lançados entre 1º de outubro de 2007 e 30 de setembro de 2008, exibidos por pelo menos sete dias consecutivos em salas de cinema comerciais e feitos em 35 mm, 70 mm ou em digital.
Uma comissão selecionada pelo ministério escolherá a produção que representará o Brasil. O resultado será anunciado em 16 de setembro. Mais de 90 países enviam suas produções para a categoria de filme estrangeiro; apenas cinco são escolhidos para de fato disputarem o Oscar.
Os indicados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas serão divulgados em 22 de janeiro de 2009, e a premiação acontecerá em março.

Com foco na política, Festival de Curtas abraça produção mundial

Acontece a partir desta sexta-feira (22) a 19ª edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que tem como principal objetivo reunir o que de mais criativo e inovador foi realizado na produção mundial de curtas-metragens. Na programação deste ano, 381 filmes vindos de 54 países. Nesta quinta-feira, ocorre a abertura do evento para convidados.
Foto: Divulgação
Com o tema “Política viva”, a mostra promove o intercâmbio de experiências culturais, econômicas e políticas relacionadas ao curta-metragem, dedicando sua programação não apenas a filmes inéditos, mas também a retrospectivas (neste ano dedicada ao cineasta argentino Gustavo Taretto), homenagens e curtas digitais feitos nas periferias das grandes cidades, especialmente com o projeto Kinoforum.
As Oficinas Kinoforum de Realização Audiovisual consistem em mobilizar moradores das periferias das grandes cidades em torno da realização de curtas-metragens que são anualmente exibidos no festival, além de serem mostrados nas próprias comunidades. No primeiro semestre deste ano, foram realizadas oficinas em Mauá e Sacomã. Desde o projeto piloto, em 2001, 713 alunos realizaram 168 vídeos em 48 oficinas.
Além da Kinoforum, o festival tem várias outras atividades paralelas, como a “Crítica curta”, oficina de crítica cinematográfica; a “Noite Kino”, que desafia alunos a produzirem um curta em 36 horas; o “Cinema na comunidade”, que consiste na exibição de filmes fora das salas habituais de exibição; entre outras.
Foto: Divulgação
No dia 27, a partir das 19h, o Cine Olido sediará uma sessão do “Cachaça Cinema Clube” -“um brinde à perda do autocontrole que manteve viva a criatividade e a leveza nos anos de chumbo”-, e exibe os documentários “Rio, capital mundial do cinema”, de Arnaldo Jabor, “Xarabovalha”, de Heloísa Buarque de Holanda, “A miss e o dinossauro”, de Helena Ignez e “Raimundo Fagner”, de Sérgio Santos.
Entre os destaques da programação do evento está “Rummikub”, com Alice Braga, dirigido por Jorge Furtado, ícone maior da produção de curtas brasileiros com “Ilha das flores” (1989). Vale citar também “Dossiê Rê Bordosa”, de César Cabral, sobre os reais motivos que levaram o cartunista Angeli a matar Rê Bordosa, sua mais famosa criação. E “Blackout”, com Wagner Moura, o segundo curta dirigido por Daniel Rezende, montador de filmes como “Ensaio sobre a cegueira”, “Tropa de elite” e indicado ao Oscar pela edição de “Cidade de Deus”.
Na mostra “Panorama paulista” estão “Relicário”, dirigido por Rafael Gomes (um dos diretores de “Tapa na pantera”); “La Dolorosa”, que traz Débora Falabella no elenco e “Ópera do Mallandro”, de André Moraes, uma homenagem ao lado trash dos anos 80, com Lázaro Ramos, Luciano Szafir e Wagner Moura. Vale lembrar também da animação "Batalha, a guerra do vinil", animação que tem participação do rapper Thaíde como dublador.
No quesito internacional, foram selecionados os vencedores dos principais festivais do mundo. “Megatron”, de Marian Crisan (Romênia), foi o ganhador da Palma de Ouro de Cannes e conta a história de um garoto que faz de tudo para encontrar seu pai em Bucareste. Já o vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim 2008 foi “Um bom dia para nadar”, do também romeno Bogdan Mustata. O filme acompanha uma jornada violenta de adolescentes delinqüentes fugitivos de um reformatório.
O festival também exibe o grande prêmio da competição internacional de Clermont-Ferrand , “Na linha” de Reto Caffi.

Crítica: Com Angelina Jolie, ‘O procurado’ deixa a lógica de lado

Estrelado por Angelina Jolie, James McAvoy e Morgan Freeman, "O procurado" (Wanted), que chega aos cinemas nesta sexta-feira (22), é um filme de ação acelerado, violento e cheio de efeitos especiais. Mas é prudente avisar: ao sair para assisti-lo, deixe o cérebro e o coração em casa, pois você vai precisar tê-los bem longe para entrar no clima dessa produção inverossímil e insensível, mas que pode se tornar muito divertida.
Foto: Divulgação/Divulgação
Dirigido pelo russo Timur Bekmambetov, o longa-metragem traz tiros que viajam em círculo, balas que derrubam outras balas e assassinos que vencem a força da gravidade, tudo em imagens geradas por computador com apuro técnico de primeira. O cineasta constrói um mundo que se aproxima do videogame, onde as pessoas não parecem ter sentimentos e a violência é rápida e brutal, sem sofrimento ou sadismo.
Baseada nos quadrinhos de Mark Millar e J.G. Jones, a trama traz McAvoy (de “As crônicas de Nárnia”, “O último rei da Escócia” e “Desejo e reparação” ) como Wesley, um funcionário da área contábil de uma empresa afogado na frustração de sua própria rotina. Como se já não bastasse, Wesley é traído por sua namorada com seu melhor amigo, um típico “loser”, que lembra o protagonista de “Clube da luta”.



Um belo dia, ele conhece Fox – uma Angelina Jolie armada até os dentes, cheia de tatuagens e incrivelmente sensual – que o intima para integrar uma organização secreta, a Fraternidade, que tem como objetivo matar determinadas pessoas para evitar tragédias maiores para a humanidade.
Fox revela que Wesley, na verdade, é filho de um célebre membro da organização que foi morto, e que agora seus assassinos estão atrás do pobre contador. A história é difícil de acreditar, mas sabe como é Angelina Jolie, ela convence qualquer homem de qualquer coisa.
Na Fraternidade, Wesley tem a oportunidade de vingar todos seu ódio contido e de virar um assassino altamente qualificado. Mas isso é conquistado à custa de duros treinos, que envolvem bater muito e apanhar ainda mais. Morgan Freeman interpreta Sloan, que lidera a organização com a sabedoria e o poder de comando que já são típicos de seus personagens no cinema.
Embora o ponto forte do filme seja o visual, a história também guarda suas surpresas, e mirabolante é pouco para o que vem à frente. É certo que um filme não precisa ser verossímil para ser bom, mas “O procurado” abusa do direito de ser inverossímil. Por isso, para curtir a sessão, só mesmo deixando a lógica do lado de fora.

Morre o roteirista Leopoldo Serran, de 'Bye bye Brasil'

Família pretende lançar livro inédito e coletânea de textos.
'Ele foi o maior roteirista da minha geração', diz Cacá Diegues.
Foto: Guilherme Serran/Arquivo pessoal
O roteirista carioca Leopoldo Serran, de 66 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (20), no Rio de Janeiro. Serran é um dos mais importantes nomes do cinema nacional. São dele os roteiros de filmes como “Dona Flor e seus dois maridos” (1976), “Bye bye Brasil” (1979), “Gabriela, cravo e canela” (1983) e “O que é isso companheiro?” (1997).
Serran sofria de câncer e, em seu último mês de vida, estava sob os cuidados da ex-mulher, Leonor, mãe de seus dois filhos, Guilherme e Paolo. O corpo do roteirista foi enterrado no começo desta tarde, no cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo.
Segundo Guilherme, a família pretende lançar o livro “O penúltimo caso”, trabalho inédito do roteirista, que também é autor da obra “Arara carioca” (2007). “Pretendemos fazer uma pesquisa de textos inéditos do meu pai para organizar uma coletânea. Ainda é cedo, mas já começamos a pensar neste projeto”, contou o filho do roteirista.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Tom Cruise vai trabalhar em adaptação para o cinema da HQ 'Sleeper'

Projeto está sendo desenvolvido com o diretor Sam Raimi.
História é de agente cuja fusão com um artefato alienígena o torna insensível à dor.
Divulgação
Tom Cruise está escrevendo o próximo capítulo de sua carreira e interessando-se por filmes baseados em histórias em quadrinhos. Com o cineasta Sam Raimi, o ator está desenvolvendo "Sleeper" como projeto de longa-metragem para a Warner Bros.
Em princípio, Cruise deve atuar na adaptação da HQ da DC Comics/Wildstorm, que Raimi produziria com Josh Donen, seu sócio da Star Road Entertainment.
Escrito por Ed Brubaker com arte de Sean Phillips, "Sleeper", publicado entre 2003 e 2005, gira em torno de um agente cuja fusão com um artefato alienígena o torna insensível à dor. Uma agência de inteligência o coloca como espião numa organização criminosa, e ele se apaixona por Miss Misery, uma integrante da organização.
Apesar de ainda ser co-proprietário da United Artists --que sua sócia produtora durante anos, Paula Weinstein, deixou na semana passada--, Tom Cruise não está ligado exclusivamente à empresa.
Seu próximo trabalho como ator será no thriller da Spyglass "Tourist", diferindo dos papéis mais cerebrais que representou em "Leões e cordeiros" e no drama da 2ª Guerra Mundial "Valkyrie", ainda inédito, no qual ele faz o oficial antinazista Claus van Stauffenberg.
"Sleeper" é o terceiro projeto ao qual Tom Cruise se ligou nas últimas duas semanas, todas separadas de seus compromissos com a United Artists. Além de "Tourist", o ator expressou interesse pela comédia "Food fight", da Working Title/Universal.
Também fora da UA, o ator foi elogiado na semana passada pelo papel pouco característico de magnata do cinema, careca, na comédia "Trovão tropical".
Mesmo se ele optar por não atuar em "Sleeper", seu interesse pelo projeto está injetando ânimo neste, embora haja problemas complexos envolvendo direitos que terão que ser resolvidos antes. "Sleeper" é um livro que teve como ponto de partida o título "WildC.A.T.s", da Wildstorm, e inclui personagens de outro livro baseado neste, "Gen 13". Os dois livros já tinham passado por diferentes empresas de cinema em Hollywood, e alguns desses contratos antecederam a aquisição da Wildstorm pela DC, em 1999.
A Warner, no momento envolvida em disputa judicial com a Fox em torno dos direitos ao filme de super-heróis "Watchmen," parece estar decidida a fazer tudo corretamente em seus contratos para "Sleeper".
O projeto está sendo visto não apenas como filme a ser possivelmente estrelado por Tom Cruise, mas também como possível franquia

terça-feira, 19 de agosto de 2008

'L.A.P.A.' mostra reduto do samba se transformar em ponto do hip hop

Documentário mostra a presença do gênero no Rio de Janeiro.
Filme foi exibido em festival de cinema brasileiro em Nova York.
Foto: Divulgação
Famoso berço do samba carioca, o bairro da Lapa também é ponto de encontro de rappers, que lá fazem suas festas, seus shows, suas batalhas - e produzem cultura musical pensante. Tudo isso está registrado no documentário “L.A.P.A.”, exibido nesta quarta-feira (13) no Cine Fest Petrobras Brasil-NY. Realizado nos Estados Unidos, o festival vem mostrando uma programação exclusivamente de filmes brasileiros, e neste ano aponta seu foco para a música, dando destaque para os 50 anos da bossa nova.
Dirigido pela dupla Cavi Borges e Emilio Domingos, “L.A.P.A.” não se prende apenas ao bairro do Rio de Janeiro, mas faz questão de escancarar para o espectador as entranhas do hip hop carioca, reunindo personagens que têm muito a dizer – e propriedade suficiente para discorrer sobre o tema – além de assuntos importantes, como a profissionalização, a família, o dinheiro e o “proceder” - a atitude.
Black Alien arrancou aplausos de uma platéia embalada pelo documentário do começo ao fim ao falar sobre quão prejudicial pode ser a influência do rap norte-americano nos artistas brasileiros. “Não ganhamos em dólar. Os clipes da MTV mostram os caras com Mercedes e cordão de ouro… Essa não é a nossa realidade.”
E vem seguido de outro depoimento brilhante, de MC Funkero, famoso no cenário carioca por sua mistura de rap e funk, que explica: “Quando você não tem o que comer, é revolucionário, quer tomar o do outro. Quando você tem um bifão, vira reacionário”. O filme mostra as dificuldades que os rimadores enfrentam e o sonho de um dia poder ajudar mais a família.
Retrata também as referências musicais e de literatura. É o próprio Funkero quem conta, em frente às câmeras, que adora Monteiro Lobato, e que jamais escreveria suas letras se nao tivesse lido “Reinações de Narizinho”, porque o livro instigou sua imaginação.
“L.A.P.A” consegue juntar personagens mais famosos e outros que, apesar da atuação no mundo do hip hop, ainda não vivem exclusivamente da música, para fazer um verdadeiro raio-x do mundo do rap. O filme reúne imagens de festas que aconteciam na Lapa nos anos 90, como a Zoeira, relembra pontos de encontro dos rapper, como a Fundição Progresso e o Circo Voador, e mostra imagens essenciais dos combates entre MCs na “Batalha do Real”.
É como diz MC Macarrão a certa altura do documentário: “É didático o caô [coisa nenhuma]. Além de tudo, você pode levar 'nego' a raciocinar sobre a questão”.