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sábado, 30 de agosto de 2008

Novo filme de Zé do Caixão empolga público do Festival de Veneza

José Mojica Marins exibiu "Encarnação do demônio" nesta sexta-feira (29).
"Tudo o que compreende terror está neste filme", diz diretor em entrevista.

José Mojica Marins retorna, após 40 anos, com seu personagem Zé do Caixão, que, com suas unhas de dez centímetros, empolgou o público nesta sexta-feira (29) no Festival de Cinema de Veneza com a exibição de seu mais novo filme, "Encarnação do demônio".
Com 72 anos, Zé do Caixão, diretor e ator do filme, não encontra inconveniente em voltar às suas raízes e exibe cenas de mulheres nuas, órgãos genitais devorados e nádegas esquartejadas.
"Dei tudo de mim. Pus torturas, insetos. Não há computadores, trabalhamos com três mil escaravelhos. Tudo o que compreende terror está neste filme", explicou Zé do Caixão hoje em entrevista coletiva, em Veneza.
"Devíamos ao público as melhores cenas, a melhor música, a melhor iluminação. Pôr todos os recursos aos seus pés", ressaltou.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

‘Os desafinados’ é retrato doce da bossa nova

Filme que estréia nesta sexta mostra amigos que sonham em cantar em NY.
No elenco, Santoro, Jair de Oliveira, Ângelo Paes Leme e André Moraes.
O romantismo dos anos 60 embala a bossa nova em “Os desafinados”, filme de Walter Lima Jr., que estréia nesta sexta-feira (29) nos cinemas. Rodrigo Santoro, Jair de Oliveira, Ângelo Paes Leme e André Moraes interpretam quatro amigos que têm um sonho: tocar no Carnegie Hall.

Foto: Divulgação
Motivados pelo “american dream”, eles juntam o pouco dinheiro que possuem, largam tudo e embarcam para os Estados Unidos, dispostos a conseguir um lugar ao sol. Junto deles vai o amigo Dico (Selton Mello), que sonha em se tornar cineasta e registra em filme cada momento importante da saga dos músicos.
Nova York não traz ao grupo o tão sonhado sucesso, mas muitas mudanças surgiram em suas vidas. Joaquim (Santoro), que conseguiu viajar graças ao dinheiro emprestado por sua mulher grávida (Alessandra Negrini), se apaixona perdidamente por Glória (Claudia Abreu). Cantora, ela acaba não apenas alojando o músico e seus amigos em seu apartamento, como também assumindo os vocais do grupo.


Até que Joaquim, sentindo-se culpado, decide voltar para os braços da mulher e de sua filha, prestes a nascer. Mas as coisas no Brasil não são mais como antes. A ditadura se instaurou e todas as manifestações de arte ficaram sob as garras da censura. É quando o romantismo da bossa nova cai por terra, para dar lugar à dureza.
Para participar do filme, Santoro teve aulas de piano por mais de um mês, e aprendeu a tocar todo o repertório apresentado no longa. Em cena. O ator toca também gaita e violão, além de cantarolar. ““Piano é um instrumento complexo, mas foi muito rico para mim poder aprender. Depois das aulas, a banda começou a ensaiar junta, fazíamos jam sessions no estúdio. Foi uma troca sensacional”, conta o ator.
O entrosamento entre os atores/músicos foi tão grande que, a partir de setembro, o grupo “Os desafinados” saírá em turnê –mas sem Santoro. A cantora Branca Lima fará os vocais interpretados no filme por Cláudia Abreu.
A idéia é que a banda passe pelas principais casas de show do país a partir de setembro, com um repertório formado basicamente por sucessos da bossa nova e releituras de clássicos de Jair Rodrigues e Jorge Ben Jor, entre outros.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Documentário sobre Valentino é aplaudido de pé em Veneza

'Valentino: The last emperor' narra a vida do célebre estilista italiano.
Filme tem tons comoventes e irônicos, que mostram os bastidores do ateliê.

Foto: Reprodução
Aplausos de pé e até mesmo lágrimas de emoção acompanharam nesta quinta-feira (28) a projeção do esperado documentário "Valentino: The last emperor", dirigido pelo norte-americano Matt Tyrnauer, que narra a vida do célebre estilista italiano Valentino.
A sala de projeção, lotada de jornalistas e convidados especiais, contou com a ilustre presença do próprio Valentino, que chegou ao local acompanhado da top model Eva Herzigova.
O filme, em exibição especial da seção Horizontes da 65ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, será projetado novamente nesta noite, em um evento de gala no Teatro La Fenice, e festejado depois com uma grande festa no museu Collezione Peggy Guggenheim.
Com tons comoventes e irônicos, o documentário reconstitui toda a carreira do estilista, revelando seu trabalho dentro do ateliê e as dificuldades após a compra de parte da Valentino Fashion Group pelo fundo de investimentos Permira.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Depois de vencer o Oscar, irmãos Coen lançam novo filme em Veneza

'Burn after reading' abre Festival de Veneza nesta quarta-feira (27).
Comédia de humor negro traz Brad Pitt, George Clooney e John Malkovich.

Divulgação
Depois de saírem vencedores da última edição do Oscar, os irmãos Ethan e Joel Coen atraíram olhares atentos de cinéfilos do mundo inteiro. Com “Onde os fracos não têm vez”, a dupla de cineastas faturou quatro prêmios da Academia, incluindo melhor filme e direção.
Agora, seis meses depois, os Coen enfrentam um novo desafio, o lançamento seu novo longa-metragem, “Burn after reading”, sob o peso da responsabilidade daquelas quatro estatuetas douradas que hoje ostentam em suas prateleiras.
A estréia do novo trabalho não poderia ser mais especial: “Burn after reading” abre nesta quarta-feira (27) o Festival de Veneza, um dos mais prestigiados eventos do calendário do cinema mundial e um sabido termômetro do Oscar.
Para completar, a sessão de gala promete atrair holofotes com a presença de seu elenco principal, composto pelos astros Brad Pitt, George Clooney e John Malkovich.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Estúdio de 'Harry Potter' processa indianos que fizeram filme 'Hari Puttar'

Para Warner, título é demasiadamente parecido com o da famosa franquia.
Produtores indianos negam qualquer semelhança.
Foto: Reprodução
Os estúdios Warner, responsáveis pelo lançamento da versão cinematográfica da série "Harry Potter", abriram um processo contra os produtores indianos de um filme intitulado "Hari Puttar - A comedy of terrors". Eles alegam que a produção tem um título demasiadamente parecido com o da franquia multimilionária.
"Hari Puttar" ainda não estreou nos cinemas indianos - o filme está marcado para entrar em cartaz no dia 12 de setembro.
Hari é um nome bastante popular na Índia e Puttar significa "filho" no idioma punjabi, um dos mais falados no país.
Segundo o site Hollywood Reporter, Munish Purii, da produtora Mirchi Movies, disse que o nome do filme foi registrado em 2005 e lamentou o processo judicial aberto pela Warner. "Em minha opinião, nosso título não tem nenhuma semelhança com 'Harry Potter'".

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Filme de Santoro representa o Brasil em festival de cinema na Espanha

'Leonera', dirigido pelo argentino Pablo Trapero, disputa Festival de San Sebastián.
Evento reúne as melhores e mais renovadoras criações do cinema latino-americano.
Foto: Divulgação
Os filmes "Tony Manero", de produção chilena-brasileira e dirigido por Pablo Larraín, e "Leonera", de Argentina-Brasil-Coréia do Sul, de Pablo Trapero -com Rodrigo Santoro no elenco- serão os representantes brasileiros que concorrerão na seção "Horizontes Latinos" do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, na Espanha.
No evento são reunidas as melhores e mais renovadoras criações do cinema latino-americano do último ano.
Os responsáveis pelo festival, que será realizado de 18 a 27 de setembro, anunciaram na quarta-feira (20) os 14 filmes que concorrerão ao prêmio; outros dois longas-metragens fora de concurso também se somarão a eles.
São filmes produzidos na América Latina, dirigidos por cineastas de origem latina ou que se inspiraram em comunidades latinas do mundo, e as regras do festival impedem que os mesmos tenham sido apresentados em outro evento do gênero na Espanha.
Uma produção germano-holandesa, que é a nova obra da diretora Heddy Honigmann, de "Forever" (2006), inaugurará a seção com uma história sobre uma cidade esquecida, Lima, na qual algumas crianças sobrevivem descobrindo a arte da vida nas ruas.
Em "Horizontes Latinos" se apresentarão também filmes premiados recentemente em festivais internacionais como o mexicano "Parque vía", de Enrique Rivero, que na semana passada ganhou o Leopardo de Ouro, no Festival de Locarno (Suíça).
O Festival Internacional de Cinema de San Sebastián foi criado em 1953 como uma semana internacional de cinema, mas passou a entregar prêmios oficiais em suas categorias mais importantes em 1955.

Ministério da Cultura abre inscrições para brasileiros candidatos ao Oscar

Prazo para interessados em disputar a indicação brasileira vai até 8 de setembro.
Uma comissão escolherá o representante do Brasil; resultado sai em 16 de setembro.
AFP
A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura abriu, nesta quinta-feira (21), as inscrições para os filmes interessados em disputar uma vaga para a indicação brasileira ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009. O prazo vai até 8 de setembro.
Para entrar na seleção, os longas devem ter sido lançados entre 1º de outubro de 2007 e 30 de setembro de 2008, exibidos por pelo menos sete dias consecutivos em salas de cinema comerciais e feitos em 35 mm, 70 mm ou em digital.
Uma comissão selecionada pelo ministério escolherá a produção que representará o Brasil. O resultado será anunciado em 16 de setembro. Mais de 90 países enviam suas produções para a categoria de filme estrangeiro; apenas cinco são escolhidos para de fato disputarem o Oscar.
Os indicados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas serão divulgados em 22 de janeiro de 2009, e a premiação acontecerá em março.

Com foco na política, Festival de Curtas abraça produção mundial

Acontece a partir desta sexta-feira (22) a 19ª edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que tem como principal objetivo reunir o que de mais criativo e inovador foi realizado na produção mundial de curtas-metragens. Na programação deste ano, 381 filmes vindos de 54 países. Nesta quinta-feira, ocorre a abertura do evento para convidados.
Foto: Divulgação
Com o tema “Política viva”, a mostra promove o intercâmbio de experiências culturais, econômicas e políticas relacionadas ao curta-metragem, dedicando sua programação não apenas a filmes inéditos, mas também a retrospectivas (neste ano dedicada ao cineasta argentino Gustavo Taretto), homenagens e curtas digitais feitos nas periferias das grandes cidades, especialmente com o projeto Kinoforum.
As Oficinas Kinoforum de Realização Audiovisual consistem em mobilizar moradores das periferias das grandes cidades em torno da realização de curtas-metragens que são anualmente exibidos no festival, além de serem mostrados nas próprias comunidades. No primeiro semestre deste ano, foram realizadas oficinas em Mauá e Sacomã. Desde o projeto piloto, em 2001, 713 alunos realizaram 168 vídeos em 48 oficinas.
Além da Kinoforum, o festival tem várias outras atividades paralelas, como a “Crítica curta”, oficina de crítica cinematográfica; a “Noite Kino”, que desafia alunos a produzirem um curta em 36 horas; o “Cinema na comunidade”, que consiste na exibição de filmes fora das salas habituais de exibição; entre outras.
Foto: Divulgação
No dia 27, a partir das 19h, o Cine Olido sediará uma sessão do “Cachaça Cinema Clube” -“um brinde à perda do autocontrole que manteve viva a criatividade e a leveza nos anos de chumbo”-, e exibe os documentários “Rio, capital mundial do cinema”, de Arnaldo Jabor, “Xarabovalha”, de Heloísa Buarque de Holanda, “A miss e o dinossauro”, de Helena Ignez e “Raimundo Fagner”, de Sérgio Santos.
Entre os destaques da programação do evento está “Rummikub”, com Alice Braga, dirigido por Jorge Furtado, ícone maior da produção de curtas brasileiros com “Ilha das flores” (1989). Vale citar também “Dossiê Rê Bordosa”, de César Cabral, sobre os reais motivos que levaram o cartunista Angeli a matar Rê Bordosa, sua mais famosa criação. E “Blackout”, com Wagner Moura, o segundo curta dirigido por Daniel Rezende, montador de filmes como “Ensaio sobre a cegueira”, “Tropa de elite” e indicado ao Oscar pela edição de “Cidade de Deus”.
Na mostra “Panorama paulista” estão “Relicário”, dirigido por Rafael Gomes (um dos diretores de “Tapa na pantera”); “La Dolorosa”, que traz Débora Falabella no elenco e “Ópera do Mallandro”, de André Moraes, uma homenagem ao lado trash dos anos 80, com Lázaro Ramos, Luciano Szafir e Wagner Moura. Vale lembrar também da animação "Batalha, a guerra do vinil", animação que tem participação do rapper Thaíde como dublador.
No quesito internacional, foram selecionados os vencedores dos principais festivais do mundo. “Megatron”, de Marian Crisan (Romênia), foi o ganhador da Palma de Ouro de Cannes e conta a história de um garoto que faz de tudo para encontrar seu pai em Bucareste. Já o vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim 2008 foi “Um bom dia para nadar”, do também romeno Bogdan Mustata. O filme acompanha uma jornada violenta de adolescentes delinqüentes fugitivos de um reformatório.
O festival também exibe o grande prêmio da competição internacional de Clermont-Ferrand , “Na linha” de Reto Caffi.

Crítica: Com Angelina Jolie, ‘O procurado’ deixa a lógica de lado

Estrelado por Angelina Jolie, James McAvoy e Morgan Freeman, "O procurado" (Wanted), que chega aos cinemas nesta sexta-feira (22), é um filme de ação acelerado, violento e cheio de efeitos especiais. Mas é prudente avisar: ao sair para assisti-lo, deixe o cérebro e o coração em casa, pois você vai precisar tê-los bem longe para entrar no clima dessa produção inverossímil e insensível, mas que pode se tornar muito divertida.
Foto: Divulgação/Divulgação
Dirigido pelo russo Timur Bekmambetov, o longa-metragem traz tiros que viajam em círculo, balas que derrubam outras balas e assassinos que vencem a força da gravidade, tudo em imagens geradas por computador com apuro técnico de primeira. O cineasta constrói um mundo que se aproxima do videogame, onde as pessoas não parecem ter sentimentos e a violência é rápida e brutal, sem sofrimento ou sadismo.
Baseada nos quadrinhos de Mark Millar e J.G. Jones, a trama traz McAvoy (de “As crônicas de Nárnia”, “O último rei da Escócia” e “Desejo e reparação” ) como Wesley, um funcionário da área contábil de uma empresa afogado na frustração de sua própria rotina. Como se já não bastasse, Wesley é traído por sua namorada com seu melhor amigo, um típico “loser”, que lembra o protagonista de “Clube da luta”.



Um belo dia, ele conhece Fox – uma Angelina Jolie armada até os dentes, cheia de tatuagens e incrivelmente sensual – que o intima para integrar uma organização secreta, a Fraternidade, que tem como objetivo matar determinadas pessoas para evitar tragédias maiores para a humanidade.
Fox revela que Wesley, na verdade, é filho de um célebre membro da organização que foi morto, e que agora seus assassinos estão atrás do pobre contador. A história é difícil de acreditar, mas sabe como é Angelina Jolie, ela convence qualquer homem de qualquer coisa.
Na Fraternidade, Wesley tem a oportunidade de vingar todos seu ódio contido e de virar um assassino altamente qualificado. Mas isso é conquistado à custa de duros treinos, que envolvem bater muito e apanhar ainda mais. Morgan Freeman interpreta Sloan, que lidera a organização com a sabedoria e o poder de comando que já são típicos de seus personagens no cinema.
Embora o ponto forte do filme seja o visual, a história também guarda suas surpresas, e mirabolante é pouco para o que vem à frente. É certo que um filme não precisa ser verossímil para ser bom, mas “O procurado” abusa do direito de ser inverossímil. Por isso, para curtir a sessão, só mesmo deixando a lógica do lado de fora.

Morre o roteirista Leopoldo Serran, de 'Bye bye Brasil'

Família pretende lançar livro inédito e coletânea de textos.
'Ele foi o maior roteirista da minha geração', diz Cacá Diegues.
Foto: Guilherme Serran/Arquivo pessoal
O roteirista carioca Leopoldo Serran, de 66 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (20), no Rio de Janeiro. Serran é um dos mais importantes nomes do cinema nacional. São dele os roteiros de filmes como “Dona Flor e seus dois maridos” (1976), “Bye bye Brasil” (1979), “Gabriela, cravo e canela” (1983) e “O que é isso companheiro?” (1997).
Serran sofria de câncer e, em seu último mês de vida, estava sob os cuidados da ex-mulher, Leonor, mãe de seus dois filhos, Guilherme e Paolo. O corpo do roteirista foi enterrado no começo desta tarde, no cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo.
Segundo Guilherme, a família pretende lançar o livro “O penúltimo caso”, trabalho inédito do roteirista, que também é autor da obra “Arara carioca” (2007). “Pretendemos fazer uma pesquisa de textos inéditos do meu pai para organizar uma coletânea. Ainda é cedo, mas já começamos a pensar neste projeto”, contou o filho do roteirista.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Tom Cruise vai trabalhar em adaptação para o cinema da HQ 'Sleeper'

Projeto está sendo desenvolvido com o diretor Sam Raimi.
História é de agente cuja fusão com um artefato alienígena o torna insensível à dor.
Divulgação
Tom Cruise está escrevendo o próximo capítulo de sua carreira e interessando-se por filmes baseados em histórias em quadrinhos. Com o cineasta Sam Raimi, o ator está desenvolvendo "Sleeper" como projeto de longa-metragem para a Warner Bros.
Em princípio, Cruise deve atuar na adaptação da HQ da DC Comics/Wildstorm, que Raimi produziria com Josh Donen, seu sócio da Star Road Entertainment.
Escrito por Ed Brubaker com arte de Sean Phillips, "Sleeper", publicado entre 2003 e 2005, gira em torno de um agente cuja fusão com um artefato alienígena o torna insensível à dor. Uma agência de inteligência o coloca como espião numa organização criminosa, e ele se apaixona por Miss Misery, uma integrante da organização.
Apesar de ainda ser co-proprietário da United Artists --que sua sócia produtora durante anos, Paula Weinstein, deixou na semana passada--, Tom Cruise não está ligado exclusivamente à empresa.
Seu próximo trabalho como ator será no thriller da Spyglass "Tourist", diferindo dos papéis mais cerebrais que representou em "Leões e cordeiros" e no drama da 2ª Guerra Mundial "Valkyrie", ainda inédito, no qual ele faz o oficial antinazista Claus van Stauffenberg.
"Sleeper" é o terceiro projeto ao qual Tom Cruise se ligou nas últimas duas semanas, todas separadas de seus compromissos com a United Artists. Além de "Tourist", o ator expressou interesse pela comédia "Food fight", da Working Title/Universal.
Também fora da UA, o ator foi elogiado na semana passada pelo papel pouco característico de magnata do cinema, careca, na comédia "Trovão tropical".
Mesmo se ele optar por não atuar em "Sleeper", seu interesse pelo projeto está injetando ânimo neste, embora haja problemas complexos envolvendo direitos que terão que ser resolvidos antes. "Sleeper" é um livro que teve como ponto de partida o título "WildC.A.T.s", da Wildstorm, e inclui personagens de outro livro baseado neste, "Gen 13". Os dois livros já tinham passado por diferentes empresas de cinema em Hollywood, e alguns desses contratos antecederam a aquisição da Wildstorm pela DC, em 1999.
A Warner, no momento envolvida em disputa judicial com a Fox em torno dos direitos ao filme de super-heróis "Watchmen," parece estar decidida a fazer tudo corretamente em seus contratos para "Sleeper".
O projeto está sendo visto não apenas como filme a ser possivelmente estrelado por Tom Cruise, mas também como possível franquia

terça-feira, 19 de agosto de 2008

'L.A.P.A.' mostra reduto do samba se transformar em ponto do hip hop

Documentário mostra a presença do gênero no Rio de Janeiro.
Filme foi exibido em festival de cinema brasileiro em Nova York.
Foto: Divulgação
Famoso berço do samba carioca, o bairro da Lapa também é ponto de encontro de rappers, que lá fazem suas festas, seus shows, suas batalhas - e produzem cultura musical pensante. Tudo isso está registrado no documentário “L.A.P.A.”, exibido nesta quarta-feira (13) no Cine Fest Petrobras Brasil-NY. Realizado nos Estados Unidos, o festival vem mostrando uma programação exclusivamente de filmes brasileiros, e neste ano aponta seu foco para a música, dando destaque para os 50 anos da bossa nova.
Dirigido pela dupla Cavi Borges e Emilio Domingos, “L.A.P.A.” não se prende apenas ao bairro do Rio de Janeiro, mas faz questão de escancarar para o espectador as entranhas do hip hop carioca, reunindo personagens que têm muito a dizer – e propriedade suficiente para discorrer sobre o tema – além de assuntos importantes, como a profissionalização, a família, o dinheiro e o “proceder” - a atitude.
Black Alien arrancou aplausos de uma platéia embalada pelo documentário do começo ao fim ao falar sobre quão prejudicial pode ser a influência do rap norte-americano nos artistas brasileiros. “Não ganhamos em dólar. Os clipes da MTV mostram os caras com Mercedes e cordão de ouro… Essa não é a nossa realidade.”
E vem seguido de outro depoimento brilhante, de MC Funkero, famoso no cenário carioca por sua mistura de rap e funk, que explica: “Quando você não tem o que comer, é revolucionário, quer tomar o do outro. Quando você tem um bifão, vira reacionário”. O filme mostra as dificuldades que os rimadores enfrentam e o sonho de um dia poder ajudar mais a família.
Retrata também as referências musicais e de literatura. É o próprio Funkero quem conta, em frente às câmeras, que adora Monteiro Lobato, e que jamais escreveria suas letras se nao tivesse lido “Reinações de Narizinho”, porque o livro instigou sua imaginação.
“L.A.P.A” consegue juntar personagens mais famosos e outros que, apesar da atuação no mundo do hip hop, ainda não vivem exclusivamente da música, para fazer um verdadeiro raio-x do mundo do rap. O filme reúne imagens de festas que aconteciam na Lapa nos anos 90, como a Zoeira, relembra pontos de encontro dos rapper, como a Fundição Progresso e o Circo Voador, e mostra imagens essenciais dos combates entre MCs na “Batalha do Real”.
É como diz MC Macarrão a certa altura do documentário: “É didático o caô [coisa nenhuma]. Além de tudo, você pode levar 'nego' a raciocinar sobre a questão”.


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Novo filme de Downey Jr. supera Batman nas bilheterias

'Tropic Thunder' arrecadou US$ 26 milhões no primeiro final de semana.
Comédia também tem no elenco os atores Ben Stiller e Jack Black
Foto: Divulgação
Robert Downey Jr. emplacou seu segundo filme número um de bilheteria em 2008 neste domingo (17), quando a paródia "Tropic Thunder" (ainda sem título em português), que também estrela Ben Stiller e Jack Black, encerrou o reinado de um mês de "Batman - O cavaleiro das trevas" no topo das bilheterias americanas.
"Tropic Thunder", uma comédia disfarçada de filme de guerra em tom farsesco, arrecadou US$ 26 milhões em seu primeiro final de semana em salas americanas e canadenses, elevando o total estimado desde a estréia na quarta-feira (13) para US$ 37 milhões, de acordo com a distribuidora Paramount Pictures.
A Paramount é a mesma do sucesso anterior de Downey Jr, "Homem de Ferro", adaptação dos quadrinhos realizada pelos recém-criados estúdios da Marvel, que arrecadou quase US$ 99 milhões em seu primeiro final de semana de exibição em maio.
Em "Tropic Thunder", Downey, Stiller e Black são um grupo de atores hollywoodianos ensimesmados apanhados no meio de uma batalha real com narco-terroristas enquanto rodam um filme de guerra no sudeste da Ásia.
O filme foi dirigido, co-escrito e co-produzido por Stiller.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Novo filme de Harry Potter é adiado para julho de 2009

“Harry Potter e o enigma do príncipe” seria lançado em 11 de novembro.
Estúdio atribui mudança de data à greve de roteiristas de Hollywood.
Foto: Divulgação/divulgação
A Warner Bros. anunciou nesta quinta-feira (14) que o lançamento do filme “Harry Potter e o enigma do príncipe” foi adiado de 11 de novembro de 2008 para 17 de julho de 2009.
Em comunicado oficial, o estúdio atribui a mudança de data à greve de roteiristas de Hollywood. “Como outros estúdios, estamos sentindo as repercussões da greve de roteiristas, que mudou o panorama competitivo de 2009, abrindo novas janelas de oportunidades, de que gostaríamos de tirar proveito”, diz o presidente da Warner, Alan Horn.
“Decidimos que a melhor estratégia seria mudar ‘O enigma do príncipe’ para julho, encaixando perfeitamente como um grande lançamento de verão”, diz.
Ainda de acordo com o comunicado, o estúdio pretende manter a data de lançamento da primeira parte da adaptação de “Harry Potter e as relíquias da morte”, último livro da série. O filme é previsto para 19 de novembro de 2009.
A Warner acreditava que o filme de super-heróis “JLA” estaria pronto para estrear no verão americano, mas a produção foi adiada indefinidamente.
O mais recente filme de Harry Potter, “A Ordem da Fênix”, chegou aos cinemas em 11 de julho de 2007 e se tornou a segunda maior bilheteria da série, logo atrás do primeiro longa.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Documentário fascina com retrato bem-humorado de Tom Jobim

"A casa do Tom" foi exibido em cerimônia na sede da ONU, em Nova York.
Filme faz parte da programação de festival de cinema brasileiro nos EUA.
Foto: G1/Arquivo
"Vou fazer a minha casa/ No alto do Chapadão/ Vou lever a Dona Aninha/ Pra me dar inspiração." Esse é um dos primeiros versos de "Chapadão", poema escrito por Tom Jobim na época em que escolheu o terreno no alto do Jardim Botânico para construír sua casa - e que serve de fio condutor para o documentário "A casa do Tom", exibido nesta terça-feira (12), em cerimônia realizada na sede da ONU em Nova York.
O evento foi parte do Cine Fest Petrobras Brasil-NY, que homenageia os 50 anos de bossa nova. A Dona Aninha, citada no poema, é Ana Jobim, mulher do cantor por 17 anos, que dirigiu o documentário.
"É um filme pessoal, intimista. Esse material ficou guardado por mais de 20 anos e senti a necessidade de fazer o documentário para que ele não se desmembrasse e ficasse sem autoria. Tem coisas muito importantes que o Tom diz nesses depoimentos. Mostra o círculo afetivo da família, dos amigos e das pessoas mais próximas. É a coisa da amorosidade mesmo que está lá", descreve Ana.
De fato, "A casa do Tom" abre as portas da família Jobim para o espectador conhecer não apenas a intimidade do músico, mas também o que ele pensava sobre o mundo, a valorização da natureza, o relacionamento carinhoso com os filhos e os amigos.
E o bom humor reluzente. "Ele é uma personalidade interessante, sofisticada. E ao mesmo tempo é tudo muito simples e direto, dito por ele mesmo. Esse senso de humor era muito comum para a gente, ele brincava com as palavras, ele tinha esse espírito lúdico de brincar com as coisas", lembra a diretora.
O filme é recheado de cenas únicas, como um ensaio de Tom e Dorival Caymmi, além de imagens belíssimas do cantor com os filhos. E mostra a vida dele não apenas na casa do Rio de Janeiro, mas também a convivência próxima com a natureza no sítio e o anonimato agradável dos dias em Nova York, que ele via como "uma grande fazenda". Tudo regado a muita bossa nova.
"Tinha medo da exposição, sou muito tímida, então fui com toda a cautela que meu coração pedia", conta Ana, sobre a decisão de lançar o filme. "A casa do Tom" saiu, então, primeiro em DVD, em dezembro passado. Agora, até o fim deste ano deve chegar aos cinemas. "Como é atemporal, não vai atrapalhar em nada. Cinema é uma experiência diferente, é outra forma de ver, tem todo um ritual. Agora vou encarar."

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Fábio Assunção volta ao cinema como detetive perturbado

Bellini e o demônio' é novo filme baseado em série de Tony Bellotto, músico dos Titãs.
Personagem principal aparece doentio e perturbado.
Foto: Divulgação
O centro sujo de São Paulo dá o tom ao filme "Bellini e o demônio", ainda inédito em circuito comercial e exibido nesta segunda-feira (11) no Cine Fest Petrobras Brasil-NY, nos Estados Unidos. Fábio Assunção volta a interpretar o detetive Remo Bellini, que aparece neste segundo filme perturbado e doentio.
Seqüência de "Bellini e a esfinge" (2001), o filme é inspirado na série literária de Tony Bellotto, guitarrista dos Titãs, e traz um respiro ao cinema nacional, que tradicionalmente não ousa se aventurar por searas diferentes, como o terror, o suspense e o policial.
Na história, Bellini vive enfurnado em seu apartamento, barbudo, maltrapilho, sem comer e à base de remédios. Mas uma adolescente é morta, em um caso que parece ter relação com rituais satânicos, e ele se vê de volta à ativa, contratado para encontrar uma obra chamada "Livro da lei". A jornalista Gala (Rosanne Mulholland) também passa a investigar a história da jovem assassinada, e nesse percurso acaba se encontrando com o o detetive particular, seu antigo "affair".
O "Livro da lei" traria as palavras de Lúcifer, escritas pelo famoso ocultista Aleister Crowley, e consistiria numa invocação do anti-Cristo. De acordo com a lenda, quarto pessoas teriam de ser mortas durante a Lua Cheia para que o demônio assumisse sua nova forma. E é assim que a onda de assassinatos começa.
Aleister Crowley (1875-1947) é um personagem real, e as histórias que o cercam são cheias de misterios. Ele foi envolvido em seitas obscuras e teve muitos seguidores durante toda a vida. O "Livro da lei" foi de fato escrito por ele e e uma de suas obras mais famosas.
Tudo interessante o suficiente para estar em um bom filme, não fossem os problemas de estrutura e roteiro de "Bellini e o demônio". A história, por ser complexa e retratar os devaneios de seu protagonista, precisava de um cuidado mais especial. Muita coisa não fica clara, e o filme segue em frente, apesar de o espectador muitas vezes se perder. E quando a história começa a ficar envolvente, é lançada ao público uma conclusão que seria genial se tivesse conseguido ser bem executada.


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Crítica: ‘O Grande Dave’ é perfeito para Eddie Murphy fazer caras e bocas

Para ver Eddie Murphy duas vezes: como um minúsculo extraterrestre que vem à Terra em busca de combustível; e como espaçonave – isso mesmo, aquele veículo geralmente associados a ETs e afins. Essa é a única justificativa para ver “O grande Dave”, que estréia nesta sexta-feira (8) nos cinemas.
No longa, Murphy é o pequenino capitão da nave espacial que tem a missão de resolver a crise de energia em seu planeta de origem. A tripulação deve achar um objeto parecido com uma bola de beisebol que caiu por engano na casa de uma família nova-iorquina e jogá-lo no mar. A questão é que a bola vai drenar os mares e, além de acabar com o problema de abastecimento deles, destrói a vida na Terra.
Uma questão que o capitão, após se acostumar com o nosso jeito de viver, vai ter que decidir. Mas o roteiro não é importante.
A trama é só uma desculpa para Eddie Murphy se mostrar. E ele aparece em dose dupla.A parte mais divertida do filme fica por parte de Murphy "interpretando" a espaçonave, o Dave do título. Feito à imagem e semelhança de seu capitão em miniatura, só que em tamanho GGG, ou seja o nosso tamanho, ele é comandado por diversos homenzinhos do outro planeta.
Na Terra, Dave tem que “aprender” a sorrir, a andar, a conversar, a cumprimentar as pessoas... É quando o comediante – um dos melhores de sua geração – pode exercitar suas caras, caretas, trejeitos exagerados e bocas.
Há também as piadas óbvias de filmes desse tipo, como as de choque cultural, e as de máquinas que, de uma hora para outra, se tornam especialistas em uma determinada atividade – como dançar. Claro que, em se tratando de um filme americano, as piadas escatológicas também estão lá, mas em menor escala. Porque, afinal, o filme é para toda a família.



terça-feira, 5 de agosto de 2008

Símbolo da boemia carioca, Lapa ganha documentário

Bairro revelou nomes do samba como Teresa Cristina, Pedro Holanda e Moysés Marques.
Ainda sem data de estréia, filme já tem mais de 90 horas de cerca de 30 entrevistas.
Foto: Reprodução / Sistema Lapa de Samba
Eles não deixaram o samba morrer, não deixaram o samba acabar.
Por conta disso, há dez anos a Lapa, reduto da boemia carioca, virou point não só de sambistas, mas ganhou status de pólo de cultura. Eles são novos bambas como Teresa Cristina, Moysés Marques e Pedro Holanda, e antigos agitadores culturais como Perfeito Fortuna e Lefê Almeida, que vão estar no documentário “Sistema Lapa de Samba”.
“Os antigos falam da volta da Lapa, mas não é volta. A Lapa nunca foi isso que é hoje, é muito mais hoje do que foi.
É a carteira de identidade do carioca”, define Perfeito Fortuna, no filme. “Falam muito de resgatar a identidade, mas acho que é mais um reconhecimento da própria identidade”, completa o músico Moysés Marques, cria desse movimento.
Também revelado no mundo do samba quando os olhos se voltaram para o bairro, Pedro Holanda vê mais do que ânsia de cultura como alvo de interesse da área.
“Esse boom da Lapa não é só um movimento cultural, tem um sistema de lucro, de capitalismo”, ressalta ele.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sertanejo não é mais ‘coisa de caipira’, afirma Daniel

Cantor fala sobre a abertura da mídia brasileira para o gênero.
E conta sobre o trabalho como protagonista do filme 'O menino da porteira'.
Foto: Divulgação
Sempre na lista de discos mais vendidos, o sertanejo vem ultrapassando barreiras. O gênero virou referência para outros estilos musicais, chegou à TV, dominou a moda e ganhou os cinemas. Depois da mega bem-sucedida empreitada de Zezé Di Camargo e Luciano em “Dois filhos de Francisco”, chegou a vez de Daniel emplacar um longa-metragem.
O cantor é o protagonista da nova versão de “O menino da porteira”, originalmente lançado em 1976, com Sérgio Reis no papel que atualmente é de Daniel: o boiadeiro Diogo. No elenco, estão também José de Abreu, Vanessa Giácomo e o jovem João Pedro de Carvalho, que vive o personagem-título.
Daniel confessa que “não tinha noção da complexidade de um protagonista”. Mas garante: “Me esforcei ao máximo para que o resultado fosse o melhor”. Sobre a tendência sertaneja, ele afirmou que vem percebendo há anos uma abertura maior, principalmente na mídia. “A música sertaneja deixou de ser menosprezada como ‘coisa de caipira’. É um gênero que tem muito a ver com o povo brasileiro.”
“O menino da porteira” tem previsão de estréia em março de 2009.

sábado, 2 de agosto de 2008

Pixar pode lançar continuação de 'Monstros S.A.'

Diretor Pete Docter afirma que já há "idéias" para seqüência.
Estúdio também vai produzir "Carros 2" e "Toy Story 3".
Foto: Divulgação
Depois de anunciar a produção de Carros 2 e toy Story 3, o estúdio de animação Pixar pretende lançar uma continuação também da animação "Monstros S.A.".

A informação foi dada pelo diretor Pete Docter em entrevista à MTV. "Pensamos sobre isso; já temos algumas idéias", disse o cineasta sobre a seqüência.
Lançado em 2001, "Monstros S.A." faturou mais de US$ 528 milhões em bilheterias em todo o mundo.
O estúdio, que hoje pertence à Disney, divulgou recentemente, na san Diego Comic-Con, as primeiras cenas de próximo novo longa-metragem, "Up", que conta a história de um velhinho ranzinza.
Em cartaz nos cinemas atualmente com a animação "Wall.E", a Pixar é conhecida por sucessos como "Procurando Nemo" e "Toy story".

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

‘A múmia’ sai da tumba e volta às telas após sete anos

Terceiro filme da série chega aos cinemas nesta sexta-feira (1).
“A múmia – Tumba do imperador dragão” muda ação para a China.
Depois de um hiato de sete anos, a série de sucesso “A múmia” retorna aos cinemas nesta sexta-feira (1), com a estréia de sua terceira aventura, “A múmia – Tumba do imperador dragão”.
Foto: Divulgação/Divulgação
Apesar do sucesso da franquia, que já faturou mais de US$ 800 milhões em todo o mundo, não é fácil resgatar um “blockbuster” da tumba após tantos anos longe dos cinemas, e o cineasta Stephen Sommers, que dirigiu os dois primeiros filmes e produz este terceiro, sabe bem disso. Por esse motivo, Sommers passou o bastão para o diretor Rob Cohen (de “Velozes e furiosos” e “Triplo X”) e decidiu transferir a ação para a China, o que vem bem a calhar em tempos de Olimpíadas de Pequim. Na trama, Brendan Fraser retoma o papel do explorador Rick O’Connell, que desta vez enfrenta o imperador ressuscitado Han, interpretado por Jet Li, a múmia da vez. Han ameaça reanimar seu falecido exército de 10 mil soldados e dominar a China e o mundo à custa de muito sangue.

Foto: Divulgação
Mas, se o tempo passou aqui fora, também passou para os personagens da série: O’Connell agora é um pai de família e deixa de lado a aposentadoria para encarar sua última aventura.
Para isso, ele conta com a companhia de seu filho, Alex (Luke Ford), sua mulher, Evelyn (vivida agora por Maria Bello, que substitui Rachel Weisz), e o irmão, Jonathan (John Hannah), responsável pelas tiradas bem-humoradas da trama.
Na realidade, “A múmia 3” é um velho projeto de Sommers, que tentava realiza-lo desde 2001 e chegou até a anunciar sua desistência em 2004.
Até que apareceu o roteiro de Alfred Gough e Miles Millar, que conseguiu, enfim, tirar a série da tumba depois de tanto tempo.
Apesar de manterem fidelidade ao espírito da franquia, os roteiristas parecem preocupados demais em criar artifícios para justificar a passagem de tempo na trama e a mudança geográfica da ação. Com tanta justificativa, não sobra energia para o que realmente importa: aventura e efeitos especiais (que desta vez, aliás, deixam muito a desejar).
E, no fim, fica a sensação de que retomar “A múmia” é tentar reanimar uma franquia que, na verdade, já está morta e enterrada.