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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Novo filme de Downey Jr. supera Batman nas bilheterias

'Tropic Thunder' arrecadou US$ 26 milhões no primeiro final de semana.
Comédia também tem no elenco os atores Ben Stiller e Jack Black
Foto: Divulgação
Robert Downey Jr. emplacou seu segundo filme número um de bilheteria em 2008 neste domingo (17), quando a paródia "Tropic Thunder" (ainda sem título em português), que também estrela Ben Stiller e Jack Black, encerrou o reinado de um mês de "Batman - O cavaleiro das trevas" no topo das bilheterias americanas.
"Tropic Thunder", uma comédia disfarçada de filme de guerra em tom farsesco, arrecadou US$ 26 milhões em seu primeiro final de semana em salas americanas e canadenses, elevando o total estimado desde a estréia na quarta-feira (13) para US$ 37 milhões, de acordo com a distribuidora Paramount Pictures.
A Paramount é a mesma do sucesso anterior de Downey Jr, "Homem de Ferro", adaptação dos quadrinhos realizada pelos recém-criados estúdios da Marvel, que arrecadou quase US$ 99 milhões em seu primeiro final de semana de exibição em maio.
Em "Tropic Thunder", Downey, Stiller e Black são um grupo de atores hollywoodianos ensimesmados apanhados no meio de uma batalha real com narco-terroristas enquanto rodam um filme de guerra no sudeste da Ásia.
O filme foi dirigido, co-escrito e co-produzido por Stiller.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Novo filme de Harry Potter é adiado para julho de 2009

“Harry Potter e o enigma do príncipe” seria lançado em 11 de novembro.
Estúdio atribui mudança de data à greve de roteiristas de Hollywood.
Foto: Divulgação/divulgação
A Warner Bros. anunciou nesta quinta-feira (14) que o lançamento do filme “Harry Potter e o enigma do príncipe” foi adiado de 11 de novembro de 2008 para 17 de julho de 2009.
Em comunicado oficial, o estúdio atribui a mudança de data à greve de roteiristas de Hollywood. “Como outros estúdios, estamos sentindo as repercussões da greve de roteiristas, que mudou o panorama competitivo de 2009, abrindo novas janelas de oportunidades, de que gostaríamos de tirar proveito”, diz o presidente da Warner, Alan Horn.
“Decidimos que a melhor estratégia seria mudar ‘O enigma do príncipe’ para julho, encaixando perfeitamente como um grande lançamento de verão”, diz.
Ainda de acordo com o comunicado, o estúdio pretende manter a data de lançamento da primeira parte da adaptação de “Harry Potter e as relíquias da morte”, último livro da série. O filme é previsto para 19 de novembro de 2009.
A Warner acreditava que o filme de super-heróis “JLA” estaria pronto para estrear no verão americano, mas a produção foi adiada indefinidamente.
O mais recente filme de Harry Potter, “A Ordem da Fênix”, chegou aos cinemas em 11 de julho de 2007 e se tornou a segunda maior bilheteria da série, logo atrás do primeiro longa.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Documentário fascina com retrato bem-humorado de Tom Jobim

"A casa do Tom" foi exibido em cerimônia na sede da ONU, em Nova York.
Filme faz parte da programação de festival de cinema brasileiro nos EUA.
Foto: G1/Arquivo
"Vou fazer a minha casa/ No alto do Chapadão/ Vou lever a Dona Aninha/ Pra me dar inspiração." Esse é um dos primeiros versos de "Chapadão", poema escrito por Tom Jobim na época em que escolheu o terreno no alto do Jardim Botânico para construír sua casa - e que serve de fio condutor para o documentário "A casa do Tom", exibido nesta terça-feira (12), em cerimônia realizada na sede da ONU em Nova York.
O evento foi parte do Cine Fest Petrobras Brasil-NY, que homenageia os 50 anos de bossa nova. A Dona Aninha, citada no poema, é Ana Jobim, mulher do cantor por 17 anos, que dirigiu o documentário.
"É um filme pessoal, intimista. Esse material ficou guardado por mais de 20 anos e senti a necessidade de fazer o documentário para que ele não se desmembrasse e ficasse sem autoria. Tem coisas muito importantes que o Tom diz nesses depoimentos. Mostra o círculo afetivo da família, dos amigos e das pessoas mais próximas. É a coisa da amorosidade mesmo que está lá", descreve Ana.
De fato, "A casa do Tom" abre as portas da família Jobim para o espectador conhecer não apenas a intimidade do músico, mas também o que ele pensava sobre o mundo, a valorização da natureza, o relacionamento carinhoso com os filhos e os amigos.
E o bom humor reluzente. "Ele é uma personalidade interessante, sofisticada. E ao mesmo tempo é tudo muito simples e direto, dito por ele mesmo. Esse senso de humor era muito comum para a gente, ele brincava com as palavras, ele tinha esse espírito lúdico de brincar com as coisas", lembra a diretora.
O filme é recheado de cenas únicas, como um ensaio de Tom e Dorival Caymmi, além de imagens belíssimas do cantor com os filhos. E mostra a vida dele não apenas na casa do Rio de Janeiro, mas também a convivência próxima com a natureza no sítio e o anonimato agradável dos dias em Nova York, que ele via como "uma grande fazenda". Tudo regado a muita bossa nova.
"Tinha medo da exposição, sou muito tímida, então fui com toda a cautela que meu coração pedia", conta Ana, sobre a decisão de lançar o filme. "A casa do Tom" saiu, então, primeiro em DVD, em dezembro passado. Agora, até o fim deste ano deve chegar aos cinemas. "Como é atemporal, não vai atrapalhar em nada. Cinema é uma experiência diferente, é outra forma de ver, tem todo um ritual. Agora vou encarar."

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Fábio Assunção volta ao cinema como detetive perturbado

Bellini e o demônio' é novo filme baseado em série de Tony Bellotto, músico dos Titãs.
Personagem principal aparece doentio e perturbado.
Foto: Divulgação
O centro sujo de São Paulo dá o tom ao filme "Bellini e o demônio", ainda inédito em circuito comercial e exibido nesta segunda-feira (11) no Cine Fest Petrobras Brasil-NY, nos Estados Unidos. Fábio Assunção volta a interpretar o detetive Remo Bellini, que aparece neste segundo filme perturbado e doentio.
Seqüência de "Bellini e a esfinge" (2001), o filme é inspirado na série literária de Tony Bellotto, guitarrista dos Titãs, e traz um respiro ao cinema nacional, que tradicionalmente não ousa se aventurar por searas diferentes, como o terror, o suspense e o policial.
Na história, Bellini vive enfurnado em seu apartamento, barbudo, maltrapilho, sem comer e à base de remédios. Mas uma adolescente é morta, em um caso que parece ter relação com rituais satânicos, e ele se vê de volta à ativa, contratado para encontrar uma obra chamada "Livro da lei". A jornalista Gala (Rosanne Mulholland) também passa a investigar a história da jovem assassinada, e nesse percurso acaba se encontrando com o o detetive particular, seu antigo "affair".
O "Livro da lei" traria as palavras de Lúcifer, escritas pelo famoso ocultista Aleister Crowley, e consistiria numa invocação do anti-Cristo. De acordo com a lenda, quarto pessoas teriam de ser mortas durante a Lua Cheia para que o demônio assumisse sua nova forma. E é assim que a onda de assassinatos começa.
Aleister Crowley (1875-1947) é um personagem real, e as histórias que o cercam são cheias de misterios. Ele foi envolvido em seitas obscuras e teve muitos seguidores durante toda a vida. O "Livro da lei" foi de fato escrito por ele e e uma de suas obras mais famosas.
Tudo interessante o suficiente para estar em um bom filme, não fossem os problemas de estrutura e roteiro de "Bellini e o demônio". A história, por ser complexa e retratar os devaneios de seu protagonista, precisava de um cuidado mais especial. Muita coisa não fica clara, e o filme segue em frente, apesar de o espectador muitas vezes se perder. E quando a história começa a ficar envolvente, é lançada ao público uma conclusão que seria genial se tivesse conseguido ser bem executada.


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Crítica: ‘O Grande Dave’ é perfeito para Eddie Murphy fazer caras e bocas

Para ver Eddie Murphy duas vezes: como um minúsculo extraterrestre que vem à Terra em busca de combustível; e como espaçonave – isso mesmo, aquele veículo geralmente associados a ETs e afins. Essa é a única justificativa para ver “O grande Dave”, que estréia nesta sexta-feira (8) nos cinemas.
No longa, Murphy é o pequenino capitão da nave espacial que tem a missão de resolver a crise de energia em seu planeta de origem. A tripulação deve achar um objeto parecido com uma bola de beisebol que caiu por engano na casa de uma família nova-iorquina e jogá-lo no mar. A questão é que a bola vai drenar os mares e, além de acabar com o problema de abastecimento deles, destrói a vida na Terra.
Uma questão que o capitão, após se acostumar com o nosso jeito de viver, vai ter que decidir. Mas o roteiro não é importante.
A trama é só uma desculpa para Eddie Murphy se mostrar. E ele aparece em dose dupla.A parte mais divertida do filme fica por parte de Murphy "interpretando" a espaçonave, o Dave do título. Feito à imagem e semelhança de seu capitão em miniatura, só que em tamanho GGG, ou seja o nosso tamanho, ele é comandado por diversos homenzinhos do outro planeta.
Na Terra, Dave tem que “aprender” a sorrir, a andar, a conversar, a cumprimentar as pessoas... É quando o comediante – um dos melhores de sua geração – pode exercitar suas caras, caretas, trejeitos exagerados e bocas.
Há também as piadas óbvias de filmes desse tipo, como as de choque cultural, e as de máquinas que, de uma hora para outra, se tornam especialistas em uma determinada atividade – como dançar. Claro que, em se tratando de um filme americano, as piadas escatológicas também estão lá, mas em menor escala. Porque, afinal, o filme é para toda a família.



terça-feira, 5 de agosto de 2008

Símbolo da boemia carioca, Lapa ganha documentário

Bairro revelou nomes do samba como Teresa Cristina, Pedro Holanda e Moysés Marques.
Ainda sem data de estréia, filme já tem mais de 90 horas de cerca de 30 entrevistas.
Foto: Reprodução / Sistema Lapa de Samba
Eles não deixaram o samba morrer, não deixaram o samba acabar.
Por conta disso, há dez anos a Lapa, reduto da boemia carioca, virou point não só de sambistas, mas ganhou status de pólo de cultura. Eles são novos bambas como Teresa Cristina, Moysés Marques e Pedro Holanda, e antigos agitadores culturais como Perfeito Fortuna e Lefê Almeida, que vão estar no documentário “Sistema Lapa de Samba”.
“Os antigos falam da volta da Lapa, mas não é volta. A Lapa nunca foi isso que é hoje, é muito mais hoje do que foi.
É a carteira de identidade do carioca”, define Perfeito Fortuna, no filme. “Falam muito de resgatar a identidade, mas acho que é mais um reconhecimento da própria identidade”, completa o músico Moysés Marques, cria desse movimento.
Também revelado no mundo do samba quando os olhos se voltaram para o bairro, Pedro Holanda vê mais do que ânsia de cultura como alvo de interesse da área.
“Esse boom da Lapa não é só um movimento cultural, tem um sistema de lucro, de capitalismo”, ressalta ele.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sertanejo não é mais ‘coisa de caipira’, afirma Daniel

Cantor fala sobre a abertura da mídia brasileira para o gênero.
E conta sobre o trabalho como protagonista do filme 'O menino da porteira'.
Foto: Divulgação
Sempre na lista de discos mais vendidos, o sertanejo vem ultrapassando barreiras. O gênero virou referência para outros estilos musicais, chegou à TV, dominou a moda e ganhou os cinemas. Depois da mega bem-sucedida empreitada de Zezé Di Camargo e Luciano em “Dois filhos de Francisco”, chegou a vez de Daniel emplacar um longa-metragem.
O cantor é o protagonista da nova versão de “O menino da porteira”, originalmente lançado em 1976, com Sérgio Reis no papel que atualmente é de Daniel: o boiadeiro Diogo. No elenco, estão também José de Abreu, Vanessa Giácomo e o jovem João Pedro de Carvalho, que vive o personagem-título.
Daniel confessa que “não tinha noção da complexidade de um protagonista”. Mas garante: “Me esforcei ao máximo para que o resultado fosse o melhor”. Sobre a tendência sertaneja, ele afirmou que vem percebendo há anos uma abertura maior, principalmente na mídia. “A música sertaneja deixou de ser menosprezada como ‘coisa de caipira’. É um gênero que tem muito a ver com o povo brasileiro.”
“O menino da porteira” tem previsão de estréia em março de 2009.